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sábado, 31 de maio de 2008

Diplodocus

Diplodocus, ilustração de Todd Marshall
Nome científico: Diplodocus carnegii, Diplodocus hayi, Diplodocus longus, Diplodocus lacustris (dupla viga).
Tamanho: 25 metros de comprimento e 4 metros de altura aproximadamente.
Alimentação: herbívora.
Peso: Entre 10 e 20 toneladas aproximadamente.
Viveu: América do Norte.
Período: Jurássico.
Veja onde viveu o Diplodocus!Veja quando viveu o Diplodocus.
A área em vermelho indica a idade correta!
O primeiro fóssil de desse dinossauros foi encontrado em Como Bluff, Wyoming por Benjamin Mudge e Samuel Wendell Williston em 1878, e foi nomeado de Diplodocus longus ( do grego diploos= duplo e dokos=vigas ou seja Dupla viga) pelo famoso Othniel Charles Marsh no mesmo ano. O Diplodocus longus é mais conhecido pois seus esqueletos eram comuns e tem réplicas em quase todo o mundo. Além de facilmente encontrado em comparação com outros dinos, o diplodocus era facilmente reconhecido pela sua forma, já meio "manjada" pelos paleontólogos e escavadores.
O diplodocus é um dos mais conhecidos dinossauros, considerado por um bom tempo o maior dentre os saurópodes. Vivia no período jurássico dentre alguns dos mais conhecidos dinossauros como estegossauro, allosaurus e ceratosaurus. Se alimentava de plantas como coníferas e plantas rasteiras. Seu corpo era muito longo, 25 a 27 metros de comprimento sendo 7,5 metros só de pescoço. Sua cauda muito longa e afinada na ponto era um verdadeiro chicote usado para contrabalancear o peso do pesoço e também usada na defesa contra predadores. A estrutura do diplodocus é sempre comparada a estrutura de uma ponte pênsil (aquelas que tem muitos cabos que ajudam a segurar seu peso como a ponte Golden Gate em São Francisco nos EUA). Seu esqueleto era forte e as patas grossas serviam como "colunas" suportando a cauda e o pescoço equilibrados, que também contam com um sistema de músculos e nervos ligados diretamente á coluna vertebral como os cabos da ponte. Sua cauda era composta de 80 vértebras, praticamente o dobro das de outros saurópodes como camarassauro e brachiossauro ou mesmo shunossauro.
Seu pescoço muito longo era motivo de controvérsias e ainda é, pois sendo longo e com uma pequena cabeça com narinas no alto, os cientistas acreditaram a muito tempo atrás que eram aquáticos. Depois de um tempo a teoria foi trocada pela teoria que eram como crocodilos, ficavam na beira d'água comendo plantas aquáticas e tinham pernas como os lagartos atuais, viradas pro lado em vez de retas como nos herbívoros. Depois descobriu-se por estudos de seu pulmão e caixas toráxica que não seria possível uma vida submersa pois seria esmagado pela pressão da água e analisando melhor os fósseis concluíram que era terrestre e andava comendo árvores, e levantava seu pescoço bem alto como os brachiosaurus. Essa teoria foi a pouco tempo descartada e novos estudos dizem que as vértebras do pescoço não permitiam que ele se dobrade muito pra cima, sendo que seu coração também não teria força capaz de bombear sangue até o alto. Seu pescoço seria mais com função de exibição sexual e a função de facilitar a alimentação seria secundária.
Seu crânio é outro ponto que gera discução, devido a localização das narinas no topo do crânio, praticamente acima ou mesmo atrás dos olhos. Até agora se acredita qu fosse assim mesmo, narinas acima da cabeça, porém Bakker diz que segundo seu ponto de vista o dipodocus teria tromba, curta como nas antas que deciam na frente da face grudadas a ela e não soltas como nos elefantes, deixando as narinas na frente e ponta da tromba.
Detalhe das narinas no topo da cabeça
Abaixo temos uma imagem do crânio de um diplodocus (item A na imagem), uma reconstrução como se acredita que fosse (item B na imagem), a teoria de Bakker dele com tromba (item C na imagem) e finalmente a teoria de Lawrence Witmer de um prolongamento carnoso da narina até a frente da cara (item D na imagem), mas não tão longa como a tromba da teoria de Bakker.

Cabeças de diplodocus de diferentes teorias
Uma nova "peça" anatômica foi adicionada aos diplodocus, são aqueles espinhos dorsais como nas iguanas atuis, porém nem os espinhos nem as teorias das narinas se pode afirmar que apliquem em todos os saurópodes.

Diplodocus do documentário Walking With Dinosaurs com espinhos no dorso

Não tem nenhuma prova de que os diplodocus fizessem ninhos juntos como os saltassaurus, mas pode-se deduzir que algum tipo de ninho era feito e coberto com plantas. No documentário Walking With Dinosaurs o diplodocus enterra seus ovos porém é só uma teoria sem provas nenhuma. Deduz-se que crescessem rápido e em aproximadamente 10 a 15 anos já tivessem maturidade sexual.


Diplodocus acasalando
Por ser comum tornou-se um dinossauro famoso tendo inúmeros fósseis espalhados por museus e réplicas ao redor do mundo. Muitos brinquedos de dinossauros são feitos e sempre se encontram diplodocus em miniatura. Muitos filmes como Walking With Dinosaurs mostram o diplodocus.
O Seismossauro dizem ter sido renomeado para Diplodocus Hallorum sendo considerado possivelmente um sinônimo da espécie D. Longus, porém não tenho nenhuma certeza disso e caso você que lê esta postagem saiba algo sobre isso mande um email pra mim.

Comparação de tamanho entre diplodocídeos

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