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Sue no Chicago Field Museum © Steve Richmond |
Se você ainda não sabia disso está precisando aprender um pouco mais sobre o processo de montagem de um dinossauro ou qualquer outro animal para exposição. Bem, quando o esqueleto é encontrado em algum local, é coletado por paleontólogos da maneira correta com muito cuidado e levado a uma instituição de pesquisa, como universidade ou museu. Lá, durante alguns anos, os paleontólogos preparam o fóssil (retiram o excesso de rocha) até que os ossos fiquem bem visíveis e depois fazem um estudo que é publicado em um periódico científico. Após isso ocorrer faz-se a divulgação do animal, como era sua aparência e dependendo do caso um esqueleto é montado para ficar exposto no museu. Mas nem sempre o esqueleto é real! Clique em "Leia Mais" e entenda porque isso acontece!
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| © Ilustrador Brasilio Matsumoto/Álbum Chocolate Surpresa Nestle |
Você sabia que o Alossauro é o terópode mais bem estudado? Pois é pessoal, apesar de tanta atenção voltada na direção dos gigantescos
Tyrannosaurus,
Spinosaurus e
Giganotosaurus, o dinossauro mais bem estudado dentre todos os carnossauros é o Alossauro! E por que isso? Simples, conhecemos muitíssimos fósseis desse dinossauro, esqueletos completíssimos e de vários tamanhos! Saiba mais no resto do artigo clicando em "Leia Mais"!
Você sabia que o Pangéia não foi o único supercontinente que existiu no nosso planeta? Pois é, o Pangéia pode até ser o mais famoso, frequentemente citado em livros, revistas, filmes e sites sobre dinossauros, porém foi apenas o último dos supercontinentes. Antes do Pangéia o planeta Terra já formou e desmontou supercontinentes pelo menos 9 vezes. Devo antes de mais nada definir que quando me refiro a Supercontinente quero dizer "um continente único de grandes proporções, que continha em um único bloco continental toda ou a maior parte da superfície emersa do planeta em determinado período de tempo". Para saber mais clique em "Leia Mais" e confira o artigo completo!
Você sabia que as fenestras são muito importantes para classificar os animais, principalmente répteis, em grupos diferentes? Talvez você esteja pensando que eu sou doido por perguntar isso sendo que você não sabe nem o que é uma fenestra, certo? Calma que eu explico. As fenestras são os buracos que vemos nos crânios dos répteis, claro, não contando neste caso buracos causados por traumas, apenas os naturalmente desenvolvidos. Geralmente abrigam músculos do crânio, pescoço ou mandíbula. Podemos assim definir a diferença entre animais e dividi-los em 4 grupos, os Anápsidas, Sinápsidas, Euriápsidas e Diápsidas. Clique em "Leia Mais" e saiba qual a diferença entre eles!
Reconstrução do Estauricossauro
Você sabia que o Estauricossauro foi o primeiro dinossauro do Brasil a ser descoberto e descrito formalmente? Sim, enquanto que na América do Norte, Europa e Ásia as descobertas já estavam a todo vapor desde fins do século 19, aqui no hemisfério sul a coisa ainda estava engatinhando. Só em 1936 é que Llwellyn Ivor Price, o pioneiro da paleontologia no Brasil, descobriu os restos do bicho no Rio Grande do Sul. Seus fósseis estão hoje nos Estados Unidos, armazenados no
American Museum of Natural History, onde o paleontólogo Edwin Harris Colbert descreveu e nomeou o bicho em 1970 como
Staurikosaurus pricei (Réptil Cruzeiro do Sul do Price). Até então não havia nenhum dinossauro do Brasil com descrição oficial. Ainda hoje a paleontologia está lenta no país, pela falta de recursos financeiros, valorização da área e até mesmo devido à configuração dos ecossistemas existentes, muitos dos quais não favorecem à busca por fósseis. Agradeço desde já ao meu contribuinte e amigo Bruno A. Navarro (
veja a Galeria dele) pela autorização do uso de suas obras, uma das quais ilustra esta postagem.
Prionosuchus
Você sabia que o maior anfíbio que já viveu na Terra habitou as terras tupiniquins durante o período Permiano? Pois é isso aí, há cerca de 270 milhões de anos, antes mesmo que qualquer dino tivesse surgido, o
Prionosuchus, um anfíbio Temnospondilo de 9 metros de comprimento vagava por aqui, caçando peixes e outros pequenos animais que pudessem se tornar seu jantar, principalmente bichos aquáticos. A arte acima é uma reconstrução do jovem paleoartista brasileiro José Vitor Silva, que gentilmente deu permissão do uso de suas obras aqui no Ikessauro. Confiram o blog dele, "
Dinossauros em Arte" para conhecer mais de suas ilustrações.
Fóssil de folha de um Ginkgo do Jurássico
© Wikimedia Commons
Você sabia que a o gênero de árvore
Ginkgo existe desde a época dos dinossauros? Sim, as árvores do grupo das Ginkgófitas, a qual pertence a espécie atual
Ginkgo biloba, são muito antigas. Sua linhagem surgiu durante o final do Paleozóico, ou seja, antes dos dinossauros! Mas foi mesmo na Era Mesozóica que proliferou bastante. Hoje o
G. biloba, que chega a 30 metros
, é a única espécie viva do gênero e é bem popular. Sabemos sobre isso porque paleontólogos encontraram muitos fósseis de galhos, folhas e outras partes de ginkgófitas e por incrível que pareça, sua aparência mudou quase nada desde aquela época, cerca de 150 milhões de anos. Veja mais a seguir.
Folhas do Ginkgo atual© Universiteitsmuseum Utrecht
Fonte
- ginkgófitas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-11-23]. Disponível na www: .
A situação é apenas uma piada: veja um exemplo do estereótipo nessa charge
© Autor desconhecido
Você sabia que os homens das cavernas não puxavam suas mulheres pelo cabelo? Há um mito a respeito disso muito popular na mídia, tanto em livros de ficção, desenhos animados, filmes, principalmente com tom de comédia. O "fato" seria o de que os homens da caverna bateriam na cabeça das mulheres da caverna com um tacape, para atordoá-la, quando queriam acasalar. Depois agarrariam a fêmea pelo cabelo e levariam-na arrastando até onde desejassem, como prova de masculinidade. Vejam mais sobre isso no resto da postagem!
Mas isso não passa de mito, isso mesmo
MITO criado pela ficção.Segundo o site "
Teoricamente Falando", o mito surgiu no século 19 em livros de ficção sobre a vida dos homens pré-históricos, sendo que um exemplo desse gênero é o livro francês “
Etudes antédeluviennes? avant les hommes Paris. L’Homme fósseis” por Boitard Pierre de 1861. Na verdade pouco sabemos do comportamento dos homens pré-históricos. Sabemos que algumas espécies mais evoluídas usavam instrumentos porque encontramos os instrumentos. Sabemos que alguns viveram em cavernas e caçavam por suas pinturas deixadas nas rochas. Mas um comportamento deste tipo, como bater na fêmea e arrastá-la não só é estranho como absurdo. Não estou falando que deviam ser civilizados, tratar a fêmea com carinho, mas penso pelo ponto de vista da saúde mesmo, quem iria querer ferir a fêmea com que acasalará em seguida, podendo comprometer a saúde da prole, pois pancadas na cabeça poderiam causar sérios ferimentos, não tanto externos, mas sim internos? Enfim, não há muito sobre esse mito na internet a não ser a reprodução incansável dele, mas convenhamos que a mídia sempre acaba por estereotipar pessoas e animais.
Fonte:
Carnotaurus em vida
© Andrey Atuchin
Você sabia que em 1985, quando encontraram o Carnotaurus na Argentina, foram encontradas impressões de pele do dinossauro em seu fóssil que ficara preservado na lama? Pois é verdade. É raríssimo encontrarmos impressões de pele de qualquer dinossauro porque a pele é mole e se decompõe rapidamente com a morte do animal. Veja mais sobre isso e fotos (que finalmente encontrei) da pele no resto da postagem!
O Carnotauro em questão deve ter caído sobre um lodo de sedimentos finos, que penetraram nas ranhuras de suas escamas e calombos, preservando um negativo de sua pele no barro que secou. Assim, a pele foi decomposta mas a rocha permaneceu com o formato da pele. Várias partes do lado direito do bicho tinha impressões de pele, principalmente perto do pescoço, costelas e cauda. Segundo a descrição feita no artigo original (Baixe o PDF aqui) que nomeou o animal, escrito por Bonaparte e alguns colegas, a maior parte da impressão ficava na proximidade da cauda. A pele era repleta de pequenas protuberâncias de 5 a 6 centímetros, separadas por espaços de 10 centímetros, sendo a pele composta de escamas de 5 milímetros arredondadas. As fotos dessa impressão de pele são raras na internet e eu só consegui fotos no artigo original, que foi publicado em 1990. No entanto, o fato de as fotos serem antigas e em preto e branco dificultam a visualização, o que me decepcionou mas não surpreendeu, mas enfim, aqui estão elas. Aproveite!
Grande bloco de impressão de pele© Bonaparte et.al. (1990)
Detalhes do bloco grande da primeira foto© Bonaparte et.al. (1990)
Detalhes do bloco grande da primeira foto
© Bonaparte et.al. (1990)
Detalhes do bloco grande da primeira foto
© Bonaparte et.al. (1990)
Fonte
Mamute congelado: essa foto é uma montagem
© Penn State University
Você sabia que os animais extintos encontrados congelados não estavam em um bloco grande de gelo? Isso aí, os animais não são achados dentro de uma pedrona de gelo bonitinha, transparente, que mostra o animal ali dentro como um mosquito preso no âmbar. Interessado em saber mais? Leia a postagem completa.
Muita gente imagina que um Mamute congelado estava lá no gelo preso como era em vida, extamente igual há 10.000 anos, com tudinho preservado. Aliás, não foram apenas Mamutes os animais encontrados no gelo. Muitos outros como Rinocerontes Lanudos e Bisões entre outras espécies já foram achadas no gelo. O que na verdade ocorre é que em locais onde há gelo o ano todo, como o norte da Rússia por exemplo, há locais onde o ambiente evolui formando um tipo de solo conhecido como Permafrost (do inglês Perma = permanente + frost = congelamento). Em português temos outro nome pra tal fenômeno, um tanto mais complicado, que é Pergelissolo.
O pergelissolo na verdade é um tipo de solo que nunca descongela, pois durante períodos frios acabou se misturando com gelo e como o clima não esquenta o suficiente ele permanece sempre duro e congelado, o que ajuda a preservar qualquer carcaça de animal morto enterrada ali. Esse solo só descongela por um período curto e nunca totalmente, formando geralmente um terreno pantanoso, pois a água não é absorvida pelo solo congelado.
Outra montagem de Mamute em uma geleira
© Worth1000.com
Você deve estar se perguntando agora, se isso é um mito, porque há na internet inúmeras fotos de Mamutes presos em blocos de gelo límpidos. A resposta é que tais imagens são na verdade montagens, imagens manipuladas com programas como Photoshop entre outros. Um site interessante é o Worth 1000, que promove concursos de imagens modificadas, o que gera excelentes trabalhos, que muitas vezes acabam caindo nas "mãos" de um internauta mal intencionado, que quer fazer uma gracinha e inventa uma história sobre isso, divulgando na rede. Muitas vezes no dia 1º de abril, sites sobre ciência inventam notícias como pegadinhas do dia da mentira que acabam sendo tomadas como verdade por internautas ingênuos. Eu mesmo vi uma antes de ontem, num blog de ciência/paleontologia britânico. Segundo uma matéria do autor, haviam
encontrado o famoso Mokele Mbembe, o suposto monstro mitológico africano que pode ser um saurópode sobrevivente e que vive nas matas escuras do Congo. A matéria é super bem feita, com fotos, ilustrações e imagems da carcaça do bicho abatido, mostrando partes internas etc. Incluía até mesmo referência bibliográfica!
Mas era tudo mentira! Por isso precisamos aprender a distinguir entre conteúdo bom e conteúdo falso na internet, e caso haja dúvida, sempre pesquisar bem antes de repassar qualquer coisa adiante. Veja a seguir como é um Mamute congelado de verdade... o corpo se deteriora, claro que menos do que se estivesse num local quente, mas não fica perfeito. São geralmente encontrados no permafrost, que é basicamente lama congelada.
Lyuba: uma filhote Mamute congelada. Foto Real
©Francis Latreille
Fontes
Mastodon Americano e Mamute: veja a diferença
© Discovery Channel
Você sabia que muita gente não sabe que o Mastodonte e o Mamute não eram os mesmos animais e pensam que ambos eram Elefantes pré-históricos peludos e tem apenas o nome diferente? Na verdade eram bem diferentes! Para saber as principais diferenças entre ambos, leia a postagem na íntegra.
O Mamute era mais parecido com os Elefantes atuais e podia ter mais ou menos pelos cobrindo o corpo. O Mamute Lanudo era mais "cabeludo" que o Mamute Colombiano, mas ambos eram parecidos com os elefantes atuais. Eram altos e chegavam, no caso do Mamute Colombiano, até a 4 metros de altura e a pesar 10 toneladas!
Já os Mastodontes eram menores, não passavam de 3 metros de altura e tinham presas mais curtas e retas, enquanto que os Mamutes tinham presas enormes, que muitas vezes eram curvas ou enroladas.
Mas a principal diferença é que os dois tipos de animais comiam plantas diferentes, pois tinham dentição diferente! Os dentes dos Mastodontes eram mais parecidos com molares humanos, cheios de pontas, usadas para triturar vegetação mais dura.
Dente de Mastodon
© Arizona Skies Meteorites.com
Já os dos Mamutes eram mais lisos, cobertos apenas com saliências finas e baixas para amassar vegetação mole. Isso permitiu que os Mamutes e os Mastodontes convivessem em um mesmo ambiente sem competir por alimentação!
Dente de Mamute
© Geoclassics
Triceratops: o AINDA válido e eterno rei dos dinos de chifre
© Felipe Alves Elias
Eu pessoalmente não curti a ideia que o Horner colocou na cabeça do orientando dele, de que
Triceratops eram exemplares jovens da espécie e que
Torosaurus eram adultos. Já estou também um tanto enjoado de tanto me dizerem que "o Triceratops nunca existiu"...
Pôxa gente, o
Triceratops SEMPRE EXISTIU E VAI CONTINUAR EXISTINDO! Sim, isso aí. Tanto que existiu que é um dos dinossauros mais famosos de todos e tendo sido nomeado antes do Torossauro, seu nome prevalescerá, caindo em desuso o do Torossauro. Então chega de repetir essa frase espalhada pela mídia sensacionalista, preocupada apenas com quantia de leitores e não com qualidade de suas matérias. Um maldito jornalista mal informado escreveu essa frase como título duma notícia e a coisa se espalhou, virando mito virtual até. Estou escrevendo isso só para esclarecer tudo. Espero ter explicado a contento! Abraços e até a próxima!
© H. Kyoht Luterman
Você sabia que o maior nome de dinossauro é Micropachycephalosaurus hongtuyanensis, que tem o tamanho real bem ao contrário do nome. Ele mede apenas 1 metro e foi encontrado na China, porém devido ao estado incompleto do fóssil hoje não se sabe definir exatamente se era um paquicefalossaurídeo ou não.
Fonte
© Universal Pictures
E daí, você deve estar dizendo. O que há de errado nisso. Não há, realmente, nada de errado neste detalhe se você não fizer um filme sobre um ricaço, que contrata cientistas para recriar dinossauros a partir do sangue retirado de mosquitos aprisionados no âmbar encontrado neste país! Você deve ter notado que estou me referindo ao filme
Jurassic Park (1993), cuja história tem base no best-seller de mesmo nome, escrito por Michael Crichton e dirigido no cinema por Steven Spielberg. Se não entendeu ou entendeu e quer ler mais sobre isso, leia a postagem na íntegra expandindo o texto.
A proposta do Parque dos Dinossauros era criar dinos a partir do DNA preservado dentro de mosquitos que se alimentaram de sangue dos grandalhões mesozóicos. Bem, no livro de Crichton é ressaltado que John Hammond, o excêntrico dono do projeto, está comprando carregamento de âmbar de várias partes do mundo. No filme, isso não é dito e só mostram que há uma mina de âmbar na República Dominicana, onde trabalham mineiros e paleontólogos, empregados por Hammond. No entanto o âmbar daquele país não é da era dos dinos, mas sim muito mais recente, de cerca de 35 milhões de anos no máximo. Sem falar que as minas reais onde se coleta âmbar ficam em campos abertos, de cerrado como bioma principal, sem que seja necessário abrir cavernas nas rochas como mostrado filme, em que escavam uma encosta bem no meio da mata, à beira do rio. Tudo isso foi planejado para tornar a trama mais atraente ao telespectador! That's it for today folks!
Fonte- DESALLE, R. & LINDLEY, D. Jurassic Park e o Mundo Perdido: ou como fazer um dinossauro. Tradução: Sérgio Coutinho de Biasi. Rio de Janeiro, Campus: 1998.
© Autor desconhecido: informe se conhece
Pois é, que vergonha hein, passou o dia 15 de junho (são exatamente meia noite e quarenta e quatro aqui, 16/06) e eu acabei esquecendo de postar sobre o dia do paleontólogo. Bem, vocês podem aliviar a barra não? Voltando ao tema, lembrei que ontem era dia do paleontólogo e não poderia deixar passar em branco sem nem comentar aqui no blog. Fica aqui então um cumprimento aos paleontólogos do Brasil e do mundo todo por se dedicarem a uma ciência tão interessante!
© Universal Pictures
Você que já sabia deve estar pensando "pô Patrick, de novo no mesmo assunto?" Mas garanto, é necessário! Pois durante a produção dos filmes da trilogia
Jurassic Park os animais que são os verdadeiros astros dos filmes foram modificados para parecer mais legais, assustadores ou para poder se encaixar no roteiro. Outros simplesmente são baseados em pesquisas hoje desacreditadas. Só para citar, o "
Velociraptor" do filme é muito maior e diferente do real, o
T.rex corre demais e só vê o que se move, o
Dilofossauro é muito pequeno, tem crânio incorreto, uma gola de pele em torno do pescoço e solta veneno, o
Braquiossauro tem um pescoço em 90º de curva em forma de S e consegue empinar, o
Espinossauro é muito forte, ágil e inteligente, os Pteranodons têm dentes, o Ceratossauro tem um crânio muito robusto e por aí vai. Estou mencionando estes fatos de novo porque muitas pessoas ainda tomam o filme como algo científico, o que não é mesmo. Mas devo concordar, a série é imbatível em questão de entretenimento com dinossauros, não acha?
Fóssil do Archaefructus
© Shizhao
Sim, as primeiras plantas com flores, denominadas formalmente de Angiospermas, só apareceram no Cretáceo Inferior. As plantas com flores mais antigas que se conhece pertencem ao gênero
Archaefructus, encontrado na China e com idade de cerca de 125 milhões de anos. Sendo assim, pode ficar certo de que nenhum Apatossauro ou Estegossauro viu uma flor durante o período que dominaram a Terra, muito menos os animais de períodos mais antigos. Frutos também não existiam, começaram a surgir a partir das plantas com flores no mesmo período. Veja mais sobre essa planta aqui, na Wikipedia.
Deinonychus em clássica posição de ataque
© Nestle
Você sabia que os raptores estão entre os mais populares dinossauros e têm muitos admiradores. Eram inteligentes, ágeis e elegantes. Mas há um porém na fama deles. Quando descobriram os primeiros espécies, logo notaram a grande garra em forma de foice, localizada no 3º dedo do pé e julgaram que era capaz de retalhar a vítima. Filmes e ilustrações a partir disso retrataram os raptores como máquinas de matar e suas garras como armas letais, capazes de rasgar e retalhar carne profundamente. No entanto, estimativas mais recentes observam que a parte de baixo das garras não tem fio, é meio arredondada. Só a ponta é afiada e com estas características só poderia furar e arranhar a pele superficialmente, mas nada como o que se pensava anteriormente. No documentário da BBC chamado "
A Verdade sobre os Dinossauros Assassinos" há uma interessante explicação sobre a garra do
Velociraptor. Confira!
© Blog do Ikessauro
Você sabia que é crime possuir ou comercializar dentro e fora do Brasil fósseis que tenham se originado em solo brasileiro? Todo fóssil brasileiro só pode ser coletado com permissão do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e apenas com fins científico culturais. Desde o ano de 1942, quando o presidente Getúlio Vargas, acatando uma sugestão do paleontólogo Lewllyn Ivor Price, pioneiro na área aqui no Brasil, assinou o DECRETO-LEI 4.146 de 1942, que passou a ser proibida a extração e comércio de fósseis brasileiros. Depois, com o passar dos anos outras leis complementaram a primeira, estipulando até punições aos traficantes de fósseis. Você pode conferir em detalhes as leis no site da Sociedade Brasileira de Paleontologia,
clicando aqui! Então pense duas vezes antes de bancar o colecionador de fósseis! Prefira sempre réplicas!
Comparação de desenhos com postura do pescoço mais e menos provável
© Gabriel Lio/Nestle (imagens) Blog do Ikessauro (montagem)
Você sabia que os répteis marinhos chamados
Plesiossauros, que tem pescoço bem longo, não conseguiam dobrá-lo muito? É bem comum vermos retratos de animais deste grupo com o pescoço todo recurvado, parecendo uma serpente. Bonecos deste bicho tem sido feitos nesta pose a décadas e sempre retratam os animais com o pescoço fora da água. Mas paleontologistas hoje concordam que o pescoço recurvado, em forma de S com o de um cisne é tudo ficção, pois a forma das vértebras do pescoço dos Plesiossauros impediam que este fosse curvado assim. Eles curvavam seu pescoço em menor grau, o que permitia uma leve curva para cada lado e nada mais. Então quando você ver um
Elasmossauro ou qualquer outro Plesiossauro por aí com pescoço em forma de S, pode crer que está mal reconstruído!