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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Criaturas Titânicas (Monsters Resurrected)

Capa do DVD
© Discovery Channel
O canal de documentários Discovery Channel lançou em 2009 uma série de 6 episódios sobre alguns dos grandes predadores da pré-história, sendo cada episódio focado num tipo de predador, do qual nos mostram as características, fatos interessantes e teorias sobre o animal em questão, como caçava e onde vivia, enfim, tudo sobre ele. Em questão de acurácia científica a série não é excelente, mas aceitável, tem umas falhas, mostra alguns erros nos animais e é um pouco sensacionalista, pois trata animais comuns como bestas saídas de filmes de terror, retratando-os de maneira extremamente violenta. No mais a série é bem interessante, tem uns efeitos de computação gráficas aceitáveis, não são excelentes, mas estão entre os melhores possíveis, são bem realistas. Chega de papo, clique em "Leia Mais" e vamos lá conhecer cada episódio!


Essa série foi exibida no Brasil pelo Discovery Channel com o nome "Criaturas Titânicas", porém o nome original é "Monsters Resurrected" (Monstros Ressucitados). A série também é conhecida como Mega Beasts (Mega Bestas) e por haver tantos nomes, vou listar o nome original (com tradução) e o nome brasileiro de cada episódio.


Os animais representados, de acordo com a Wikipedia, são:

  • Acrocanthosaurus
  • Amphicyon
  • Canis edwardii
  • Carcharodontosaurus
  • Cretoxyrhina
  • Daeodon
  • Dallasaurus
  • Deinonychus
  • Diprotodon
  • Dolichorhynchops
  • Elasmosaurus
  • Epicyon
  • Megalania
  • Merychippus
  • Moropus
  • Paluxysaurus
  • Paralititan
  • Procoptodon
  • Ramoceros
  • Rugops
  • Sarcosuchus
  • Sauropelta
  • Smilodon
  • Spinosaurus
  • Tenontosaurus
  • Thylacoleo
  • Titanis
  • Tylosaurus
  • Xiphactinus
  • Glossotherium
  • Hipparion

Episódio 1
Título no Brasil = Criaturas Titânicas: Ave do Terror
Título Original = Monsters Resurrected: Terror Bird (Monstros Ressucitados: Ave do Terror).
A Ave do Terror Titanis
© Discovery ChannelAve do Terror luta com Lobos Pré-históricos
© Discovery Channel

No primeiro episódio da série conhecemos a Ave do Terror, que era uma ave gigante terrestre incapaz de voar, cujo habitat original era a América do Sul.
Lobo Pré-histórico
© Discovery Channel

Com a ligação do sul do continente com a porção norte através da formação do Ístimo do Panamá, a ave do Terror sul americana migrou no chamado Grande Intercâmbio Americano e deu origem a uma variedade norte americana. Acompanhamos as explicações de paleontólogos sobre como viviam essas aves, como comiam, caçavam, suas armas, testes com modelos mecânicos e análises de seus sentidos, como olfato, visão e audição, para entender o que fazia delas predadoras excelentes.
© Discovery Channel

A ave aparece caçando cavalos extintos, preguiças gigantes, brigando com Smilodontes e Lobos pré-históricos. Fazendo tomografias computadorizadas no seu cranio para analisar seus sentidos e a estrutura do bico, constroem um modelo em aço do crânio para testar a força da bicada do pássaro gigante. Por fim analisam o porque de sua extinção, tendo como possíveis causas a competição por alimento com os outros predadores mamíferos e mudanças ambientais. Sem dúvida um bom episódio, que nos permite ver a Ave do Terror caçando em seu habitat, contracenando com diversos outros animais extintos.
Smilodon
© Discovery Channel

Episódio 2
Título no Brasil = Criaturas Titânicas: Mosassauro
Título Original = Monsters Resurrected: T-rex of the Deep (Monstros Ressucitados: O T-rex das profundezas).

No episódio dois desta série o foco principal é um Mosassauro, suponho que especificamente seja o Tylosaurus, uma vez que o "protagonista" teria entre 13 e 15 metros.
O Grande tubarão Cretoxyrhina
© Discovery Channel
Paleontólogos nos mostram como caçavam, quais suas técnicas de ataque, as ferramentas que permitiram aos Mosassauros tornar-se os mais perigosos e eficientes predadores marinhos no Cretáceo.
Cabeça do Styxosaurus
© Discovery Channel
Aprendemos como poderiam se acasalar, quais os outros predadores que competiam, dentre estes os grandes tubarões e outros répteis marinhos, principalmente Plesiossauros. O Tilossauro aparece caçando tubarões, um Styxosaurus, outros Mosassauros, um Dolychorhincops, todos animais retratados de forma realista com bons efeitos de computação gráfica. Além disso conhecemos o Dallassauro, um tipo de réptil terrestre que adaptou-se à vida aquática, uma espécie transitória que provavelmente foi o ancestral dos Mosassauros.
O Dallasaurus, possível ancestral dos Mosassauros ainda em terra
© Discovery ChannelDalassauro nadando
© Discovery Channel
Assistimos à fabricação de um modelo do crânio do Tilossauro, feito em aço, para testar sua força de mordida e experimentar a movimentação possível de o animal realizar.
© O gigante Tilossauro
© Discovery Channel
© O horrendo Xiphactinus
© Discovery Channel© Discovery Channel
Episódio 3
Título no Brasil = Criaturas Titânicas: Espinossauro
Título Original = Monsters Resurrected: The Biggest Killer Dino (Monstros Ressucitados: O Maior Dino Assassino).

Spinosaurus
© Discovery ChannelSarcosuchus
© Discovery Channel

Neste episódio aprendemos muito sobre o maior dinossauro terópode que já foi descoberto, o Espinossauro. Sendo o maior terópode em comprimento, com 18 metros de uma ponta à outra do corpo, este seria um predador formidável. No episódio é retratado como um predador de topo, ou seja, o maior e mais forte de um nicho ecológico. Ele aparece caçando saurópodes chamados Paralititan, matando o terópode menor chamado Rugops, cujo comprimento era 9 metros. Infelizmente os produtores quiseram retratar o Spinosaurus como uma máquina de matar perfeita, que não tinha rivais à sua altura e com isso provocaram erros científicos no episódio. Quando o Espinossauro mata o Rugops de 9 metros, ele simplesmente o abocanha e quando aparece a imagem mais aberta do dino na boca do Espinossauro, a diferença entre tamanho é enorme, exagerada. Para que aquela imagem fosse correta o Espinossauro precisaria medir mais de 50 metros ou o Rugops deveria medir apenas 1 ou 2 metros mais ou menos.
Spinosaurus
© Discovery Channel
O Espinossauro aparece derrubando um Carcarodontossauro com apenas um "tapa" com as enormes garras da mão, o que é um tanto exagerado, assim como quando ele fatia um Sarcosuchus com as mesmas garras, como se fosse um pedaço de presunto.
Carcharodontosaurus
© Discovery Channel


O crocodilo possuía enormes osteodermas e por isso esse ataque fulminante do terópode não funcionaria, ele acabaria quebrando uma garra em vez de fatiar o réptil. Durante o episódio diversos paleontólogos falam sobre o dinossauro, sobre a sua descoberta e a destruição dos fósseis na Segunda Guerra Mundial, além de comparar o mesmo com o Barionix.
Spinosaurus comparado com um caminhão
© Discovery Channel



Outro erro é que usaram o crânio do Suchomimus no Espinossauro, o que não é certo, pois o crânio do Espinossauro era bem mais fino do que o do seu primo menor.
Por fim, dois últimos erros é que aparece grama totalmente desenvolvida e um Rugops mata um filhote de Paralititan com uma única mordida, o que seria impossível levando-se em conta a força da bocada do terópode.
Paralititan andam pelas planícies: a grama na cena é um erro
© Discovery Channel

Episódio 4
Título no Brasil = Criaturas Titânicas: O maior predador da América do Norte
Título Original = Monsters Resurrected: Great American Predator (Monstros Ressucitados: O Grande Predador Americano).
Acrocantossauro
© Discovery Channel

Há 110 milhões de anos a América do Norte era dominada pelo Acrocantossauro, um enorme terópode de 12 metros de comprimento, corpo musculoso e dentes enormes. Era forte, ágil porém leve e veloz, pois seu corpo era dotado de um esqueleto cheio de sacos de ar. Isso é o que nos contam pesquisadores que aparecem neste episódio da série, focado neste predador que caçava animais até 8 vezes maior que ele. Além disso provavelmente caçava o herbívoro chamado Tenontosaurus.
Tenontossauro
© Discovery Channel
Acrocanthosaurus ataca Tenontossauro
© Discovery Channel
Baseando-se em uma trilha de pegadas do Acrocantossauro e de sua presa, pesquisadores reconstroem uma caçada incrível, mostrando que armas o dinossauro usava para caçar e abater suas presas, além de mostrar as limitações de seu corpo e a possibilidade de terem sido extintos por competição com outro predadores, como o Deinonychus, que pode ter até mesmo comido ovos do Acrocantossauro, diminuindo a população do animal. Mudanças ambientais também aparecem como sendo um fator importante na extinção desde grande carnívoro, tão espetacular quanto o Tiranossauro rex.
Deinonychus
© Discovery Channel


Episódio 5
Título no Brasil = Criaturas Titânicas: Cão -Urso
Título Original = Monsters Resurrected: Bear-Dog (Monstros Ressucitados: Cão-Urso).

No penúltimo episódio da série conhecemos o Amphicyon ingens, um enorme mamífero carnívoro de cerca de 3 metros de comprimento, parecido com uma mistura de Cão com Urso e Leão. Daí vem seu nome popular, Cão-Urso, pois os paleontólogos perceberam que era um predador com a força e tamanho de Urso, Crânio e dentes de Cão e mordida e velocidade equivalentes ao de um Leão.
O Cão Urso ao centro e acima o Lobo, o Urso e o Leão
© Discovery Channel

O Cão Urso é apresentado como um dos predadores máximos da América do Norte há 18 milhões de anos. Ele teria migrado da Eurásia e evoluído no continente Americano para sua maior forma, o Cão Urso Gigante (Amphicyon ingens).
Esqueleto do Cão Urso
© Discovery Channel


Aparece neste episódio caçando cavalos pré-históricos, enfrentando o terrível "Porco Exterminador", o maior Entelodontídeo que já existiu. Diversos paleontólogos contam sobre a descoberta, mostram fósseis, discutem o funcionamento de seu corpo e sua extinção.

Episódio 6
Título no Brasil = Criaturas Titânicas: Megalania
Título Original = Monsters Resurrected: The Giant Ripper (Monstros Ressucitados: O Estripador Gigante).
O Megalania
© Discovery Channel

No último episódio da série, o foco principal é o maior lagarto que o ser humano já viu, o Megalania, um terrível lagarto monitor gigante, de aproximadamente 6 metros de comprimento que habitou o Pleistoceno da Austrália. Se parecia bastante com um Dragão de Komodo, era veloz, feroz, possuía provavelmente glândulas de veneno e era extremamente forte. Conviveu com outros animais poderosos, principalmente mamíferos marsupiais, como o enorme herbívoro Diprotodon, assim como com o Canguru Gigante e o Tilacoleo, também conhecido como Leão Marsupial, apesar de não ser um Leão verdadeiro. Este último era o maior predador mamífero da Austrália e talvez o único animal que tivesse coragem para rivalizar com o réptil enorme que dominava a ilha-continente.
Dois machos Megalania lutam por território
© Discovery Channel
Neste episódio temos uma boa qualidade de computação gráfica, aparentemente tudo bem feito em questão de acurácia científica. Conhecemos a história do Megalania, a descoberta de fósseis, opiniões de especialistas em répteis e de paleontólogos, aprendemos tudo sobre esse gigantesco lagarto. Como ele vivia, como caçava, como funcionavam seus sentidos, como era seu nicho ecológico, como pode ter sido extinto. Este é com certeza um bom episódio sobre animais extintos.
Dr. Scott explica tudo sobre o Megalania
© Discovery Channel
O enorme Megalania vaga pelas planícies australianas
© Discovery Channel

Fonte

7 comentários :

Tirano Sauro Rex disse...

O Pior é que muitos acreditam que as informações deste documentário em relação ao Espinossauro é veredita. Isso me deixa chateado, eu falo que o que o documentário diz é mentira, e eles que digo besteira. Eles deviam memso era pesquisar em outros sites e blog da web, invés de ficar assistindo documentários desse tipo, que exageram em qualquer coisa só para ganhar dinheiro, reforçando a teoria mostrada no JP3. Realmente, fico muito chateado com documentário que trás informações falsas e exageradas reforçando algo em um filme, e pior é que tem gente que acredita.

lore disse...

É uma pena q um animal tão magnífico como o Spinosaurus seja retratado de forma tão errônea. Tempo atrás, ele era retratado como um barionix de focinho curto com "uma coisa nas costas" e ereto. Agora ele é retratado como uma máquina de matar mais forte que o T.Rex. Vão criar vergonha na cara e retratar ele da forma correta!

caiquequick16 disse...

rapaz,eu concordo com vc cara.O espino rasgando a pele de um sarcosuchus?impossivel!!!Sem falar que além das garras não penetrarem na pele do sarcosuchus,o espino tinha uma mordida fraca para um dinossauro daquele tamanho não poderia moder-lo tbm,então eu acho que nessa luta o crocodilo levaria a melhor.

caiquequick16 disse...

rapaz,eu concordo com vc cara.O espino rasgando a pele de um sarcosuchus?impossivel!!!Sem falar que além das garras não penetrarem na pele do sarcosuchus,o espino tinha uma mordida fraca para um dinossauro daquele tamanho não poderia moder-lo tbm,então eu acho que nessa luta o crocodilo levaria a melhor.

gabriel mendes raposo disse...

bem,também concordo,um pouco.acho que o espinossauro era feroz,mas não tanto,vamos dizer que era o maior da Àfrica,que caçava paralititans menores,capaz,talvez,de matar um sarcosuchus.

Vinicius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe Ferrari Ferrari disse...

Oi galera, tudo bem além De ser um documentário que se baseia a vida pré histórica é um documentário meio fantasioso em muitas, partes pra da mais audiência, mais o resto os fatos é tudo verdade,