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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Triceratops

Arte de Brasílio Matsumoto
© Nestlé/6B Estúdio?



© Scott Hartman
Veja quando viveu o Triceratops! 
© Patrick Król Padilha


O mais antigo fóssil encontrado deste dinossauro foi como quase sempre acontecia, descrito incorretamente, também pelo famoso Othniel Charles Marsh. Na primavera de 1887, foi encontrado próximo à cidade de Denver - Colorado, um fóssil composto de ossos do crânio, mais exatamente, a parte acima dos olhos com os chifres. Marsh nomeou o animal de Bison alticornis, pois imaginou que se tratava de um bisão do período Plioceno.
No ano seguinte O.C.M. viu um estudo sobre os dinossauros com chifres, chamados de Ceratops, porém continuou acreditando que o fóssil encontrado em 1887 pertencia a um mamífero do Plioceno.
Em 1888, John Bell Hatcher coletou outro espécime na Formação Lance do Wyoming, a qual foi descrita como outra espécie de Ceratops.
Algum tempo depois, O.C. Marsh mudou de ideia a respeito e deu o nome Triceratops, provisoriamente, ao espécime de Hatcher, também mudando a visão sobre o fóssil anterior, passou a acreditar que o seu bisão era sim um dinossauro com chifres, que mais tarde seria também identificado como um "cabeça de três chifres". Graças à espessura e resistência do crânio deste ceratopsídeo, muitos espécimes foram bem preservados, permitindo o estudo de variações entre as espécies e também entre idades.
Vários esqueletos parciais e crânios foram descobertos nos Estados Unidos, em Dakota do Norte e Montana, além do Wyoming e também no Canadá.
O primeiro espécime a receber o nome Triceratops foi catalogado como T. horridus, que provém do grego, Tri = três + ceras = chifres + ops = rosto / face, além do segundo nome que determina a espécie propriamente dita, horridus que significa enrugado, devido às rugas do osso encontrado, já que muitos fósseis tem diferentes padrões de textura dependendo da idade, sexo do animal e do processo de fossilização.
Com o tempo, novos fósseis foram sendo descobertos, novas espécies nomeadas e tantas foram as variedades que os paleontólogos decidiram criar dois grupos para agrupá-las.
Grupo 1
Composto pelas espécies T. horridus, T. prorsus, e T. brevicornus.
Grupo 2
Composto pelas espécies T. elatus e T. calicornis

As duas espécies, T. serratus e T. flabellatus, ficaram de fora dos grupos. Em 1933 Marsh publicou outro estudo sobre os herbívoros de chifre em que os dois grupos e algumas espécies que ficaram de fora permaneciam com a classificação inalterada, mas criou um terceiro grupo composto por T. obtusus e T. hatcheri, que foram caracterizados por ter pequenos chifres nasais.
Hoje acredita-se que T. horridus, T. prorsus e T. brevicornus foram de uma linhagem que tinha crânios maiores e chifres nasais menores. Enquanto isto T.-elatus e T. calicornis foram definidas como tendo os grandes chifres sobre os olhos um pequeno chifres no nariz, porém um pouco maior que as outras espécies.
C. M. Sternberg sugeriu que T. eurycephalus era mais ligado a segunda e terceira linhagem, de que eram da linhagem de T. horridus, proposta aceita e seguida até novos estudos na década de 1980 e 1990.

© Mark Rehkopf
Novos estudos contribuiram para a ideia de que crânios com pequenas diferenças poderiam representar variações de uma ou duas espécies apenas, como no estudo publicado por Wellnhoffer e Ostrom em 1886, afirmando que somente T. horridus era espécie válida, portanto todos os fósseis encontrados deveriam ser variações da mesma. Segundo eles, animais grandes não têm muitas espécies diferentes em um mesmo lugar, como os elefantes, somente há o Elefante Africano e o Elefante Indiano.
Utilizando as antigas linhagens propostas por Lull e Sternberg, Lehman afirmou que as diferenças entre os crânios podem ser resultado de diferentes faixas etárias e de sexos diferentes. Lehman diz também, que a linhagem de T. horridus, T. prorsus e T. brevicornus seria composta de fêmeas, já a linhagem de T.calicornis e T.elatus, por sua vez seriam os machos, enquanto a linhagem composta por T. obtusus e T. hatcheri seria de machos velhos e doentes. Deduziram isto a partir do pressuposto de que os machos teriam chifres maiores e mais eretos, além de crânios maiores, as fêmeas por sua vez, teriam crânios menores e chifres mais curtos e mais abaixados.
Catherine Forster contradisse esta teoria e reestudou com mais precisão os restos de Triceratops, concluindo que existem somente duas espécies diferentes, T. horridus e T. prorsus e que T. hatcheri é um gênero totalmente diferente de ceratopsiano, sendo renomeado para Nedoceratops. Segundo Forster, a maioria das espécies é a mesma T. horridus, e T. brevicornus é sinônimo de T. prorsus, dando a entender que as linhagens e grupos criados anteriormente seriam as duas espécies diferentes e cada qual com sua variação. Além disto, poderíamos teorizar que seriam espécimes diferentes, com características distintas devido ao dimorfismo sexual.
Hoje a comunidade científica aceita somente duas espécies como válidas, T. horridus e T. prorsus, as quais são classificadas da seguinte forma:
Ornithischia>Genasauria>Cerapoda>Marginocephalia>Ceratopia>Neoceratopia>Ceratopidae> Chasmosaurinae
No entanto, existem várias espécies duvidosas, listadas abaixo:

Espécies duvidosas, nomeadas a partir de fósseis muito ruins e fragmentados, o que impede de ter uma visão clara do animal.


  • T. albertensis
  • T. alticornis
  • T. eurycephalus
  • T. galeus
  • T. ingens
  • T. maximus
  • T. sulcatus
Outros espécimes foram renomeados para gêneros diferentes ou espécies já existentes, confiram abaixo:
  • T. brevicornus > renomeado para > T. prorsus)
  • T. calicornus > renomeado para > T. horridus)
  • T. elatus> renomeado para > T. horridus)
  • T. flabellatus> renomeado para > T. horridus)
  • T. hatcheri > renomeado para > Diceratus hatcheri)
  • T. mortuarius > nomen dubium > originalmente Polyonax = Polyonax mortuarius
  • T. obtusus > renomeado para > T. horridus)
  • T. serratus > renomeado para > T. horridus)
  • T. sylvestris > nomen dubium, originalmente Agathaumas sylvestris
O Triceratops é um dos mais conhecidos dinossauros, famoso pelo seu aspecto imponente, formado pelos chifres e seu colar ósseo. Era um animal totalmente herbívoro, comia plantas que cortava com seu bico córneo poderoso, que devia ser revestido de uma camada de queratina, a mesma substância que forma nossas unhas, que tornava a borda do bico bem afiada. No fundo da boca, várias fileiras de dentes formando baterias, com cerca de 800 no total, moíam o alimento, permitindo uma mastigação com alguma eficiência, principalmente porque parecem ter comido plantas fibrosas como as cicadáceas e samambaias, que eram plantas menores, pois a altura da cabeça do animal não permitiria que alcançasse plantas altas. Por certo, que se os seus chifres não fossem usados como arma, pelo menos davam ao comedor de plantas o semblante de um inimigo poderoso e perigoso.
Estes artifícios eram muito importantes no período Cretáceo para um herbívoro, pois conviveram com os mais perigosos predadores de toda a América do Norte, como o Tyrannosaurus rex.
Ainda não se pode afirmar com certeza se o maior dos Ceratopsianos, pois chegava a medir 9 metros de comprimento, podia usar os chifres como armas de ataque.
Recentemente a rede BBC produziu um documentário, que testava as armas de alguns dos mais famosos dinossauros. De título "The Truth About the Killer Dinosaurs" (A verdade sobre os dinossauros assassinos), lançado em DVD no Brasil pela Editora Abril, com o título Dinos Assassinos, em forma de especial da revista Mundo Estranho. Este documentário traz testes feitos por paleontólogos especialistas em biomecânica, usando modelos das armas dos dinossauros, sendo um deles o Triceratops, do qual reproduziram o crânio em um material muito semelhante a osso em textura e dureza. A ideia é a seguinte: muitos paleontologistas afirmaram que usava seus chifres para atacar, correndo e espetando o inimigo com o chifre. Então calculando aproximadamente qual seria a velocidade do Triceratops, cerca de 24 km/h, prenderam o crânio em uma máquina usada para testar carros em batidas e liberaram até alcançar a velocidade desejada. Ao chocar-se no alvo, uma réplica da pele do T.rex, seu provável alvo, o crânio se despedaçou, o chifre penetrou na pele, mas o focinho ficou destruído. Se imaginarmos que isso aconteceu em vida, o crânio ainda teria a camada de pele e carne, então o estrago pode ter sido relativamente menor de acordo com a força da pancada e o alvo em questão. Acredita-se que este animal fosse cauteloso em usar os chifres para acertar um predador em uma investida, mas não podemos descartar totalmente a possibilidade já que as experiências usadas pela equipe da BBC foram feitas uma única vez, pois para que se tornem válidas deveriam ser repetidas em condições diferentes e com equipamentos diferentes.
Seus chifres mediam cerca de 1 metro cada, com exceção do que se situa no focinho, além de ter um crânio de cerca de 2 metros de comprimento, chegando a ser quase um terço do comprimento total do animal. Seu crânio era terminado na parte posterior em forma de um "escudo" que se levantava até certa altura, mas não tanto como em outros ceratopsianos. O "colar" do Triceratops era sólido, maciço, ou seja, ao contrário da gola de seus parentes, que tinham grandes buracos no escudo para dar leveza, este animal não apresentava nenhum orifício no osso, o que pode ser devido ao tamanho do colar, que era moderado em vez de enorme em seus parentes, como citado anteriormente.
Observe o escudo inteiriço, sem fenestras
Com uma cabeça enorme, devia precisar suportar o peso com pernas grossas e fortes. As suas patas dianteiras exibiam 5 pequenos cascos, parecidos com unhas e as patas traseiras apresentavam somente 4 em cada. Devido à enorme cabeça imaginou-se que as pernas dianteiras ficassem dispostas de forma a ficar como as de um réptil atual, um lagarto, em um ângulo saindo do tórax, o que supostamente daria estabilidade ao herbívoro. No entanto estudos recentes comprovam que suas pernas dianteiras ficavam sempre eretas, no máximo seus "cotovelos" ficavam levemente flexionados, jamais em um ângulo exagerado. Este movimento de dobrar a perna ao máximo poderia talvez ser usada em combates ou somente na hora de comer.
O Triceratops foi um dinossauro incrível e hoje é o maior mais famosos ceratopsídeo conhecido. Pertence a um grupo de dinossauros composto de animais herbívoros, que tem grandes ou pequenos chifres na cabeça e também uma gola óssea ao final do crânio, além de um bico córneo na boca, bico conhecido como osso rostral. A maioria foi quadrúpede, caminhavam nas 4 pernas, com exceção de alguns poucos dinossauros deste grupo, que eram mais primitivos e bem pequenos, não chegando a medir 2 metros de comprimento.
Dentro da família Ceratopsidae, existem outras subfamílias, e nelas são agrupados os diferentes tipos de dinossauros com chifres, entre eles, também está o que é tema desta postagem, porém sua exata classificação até hoje é duvidosa e gera muitos debates. Isto tudo porque existem dinossauros de chifre longo e colar ósseo mais curto e os de chifre mais curto com colar ósseo mais longo e com fenestras. Inicialmente Triceratops foi agrupado junto com Monoclonius e Centrosaurus em Centrosaurinae, porque todos tem escudos mais curtos. A outra linhagem seria composta de dinossauros com o colar ósseo mais longo, como Torosaurus e Chasmosaurus, entre outros, unidos na subfamília Chasmosaurinae.

No ano de 1949, Sternberg sugeriu que Triceratops seria mais próximo de Chamosaurus e devia ser inserido como um Ceratopsine em Chasmosaurinae, porém sua sugestão ignorada. Mais tarde John Ostrom e David Norman inseriram o animal em Centrosaurinae. Novos estudos de Sternberg e Lehman definiram definitivamente as duas famílias houve a alteração do Triceratops para Ceratopsinae, uma subfamília à qual foi provado que pertence, inclusive com novos estudos morfológicos elaborados por Peter Dodson em 1990.
Como muitos outros dinossauros com chifre, o Triceratops é na maioria das vezes retratado como animais que vivem em bandos com vários indivíduos, porém não há evidência provando este comportamento. Claro que os fósseis, crânios, dentes e outros fragmentos são tão comuns na América do Norte, que talvez este grande herbívoro fosse o animal dominante em termos de comedores de plantas, vivendo em diversas áreas e em grande quantidade.
Seus fósseis foram encontrados em rochas de cerca de 68 a 65 milhões de anos atrás, ou seja, período Cretáceo Superior, Maastrichtiano.
Viveu com os últimos dinossauros que pisaram no planeta Terra, como Torosaurus, T.rex, Anatotitan entre outros.
Hoje ainda se debate muito a respeito da função de tantos adornos no crânio do Triceratops, os chifres podem ter servido para defesa como dito antes, mas e o seu escudo?
Alguns acreditam que fosse também parte da defesa, protegendo o pescoço de uma mordida, já há quem diga que serviam de regulador térmico, captando calor solar ou expulsando-o do corpo se necessário, baseando-se na hipótese de que existem várias marcas de vasos sanguíneos no crânio, mostrando que eram abundantes. Estes vasos levariam o sangue até o crânio, podendo dispersar calor pela gola ou usá-la como painel solar para aquecer-se. Imagina-se que usaram estes adornos para proteção porque foram encontradas marcas de dentes de Tyrannosaurus rex em fósseis do herbívoro, marcas onde o osso foi ferido e regenerou-se. Além disto foram encontrados restos de ossos da bacia do réptil de três chifres, moídos, dentro das fezes fossilizadas de um T.rex, o que indica que este comeu o animal.
Além destas teorias, há uma hipótese de que em lutas por territórios, fêmeas e liderança do bando, onde os machos trançavam os chifres uns contra os outros e empurravam com força, o primeiro a desistir perdia a chance de acasalar, a superioridade ou o território em disputa.
© Lukas Panzarin
Alguns acreditam nisso, devido a muitos crânios de ceratopsídeos apresentarem resquícios de machucaduras, marcas, ranhuras, porém nada que tenha provas concretas de que realmente foram causados por chifres de um oponente. Talvez doenças fossem responsáveis por tais marcas nos crânios, porém estudos comprovam que alguns destes herbívoros, como o Centrossauro, tinham bem menos marcas, sugerindo que o comportamento de luta não fizesse parte de sua rotina, como deveria ocorrer com o Triceratops. Ainda podemos citar a teoria criada por Davitashvili em 1961, afirmando que a principal função do escudo é o de exibição, usado para cortejar fêmeas, se diferenciar em um grupo, o que certamente influenciaria no comportamento social, embora não existam provas de que o Triceratops viveu em bandos.
Todas estas características fazem do Triceratops o mais famoso dinossauro de gola e chifres já descoberto, pois além de ser o maior e mais pesado é um dos mais imponentes. Um animal fantástico que frequentemente é mostrado em livros, filmes e desenhos animados. O filme sobre estes animais mais famoso é Jurassic Park, no qual o Triceratops é mostrado doente, sendo tratado pelos veterinários do parque. Na seqüencia The Lost World, aparece brevemente, destruindo um acampamento de saqueadores, que tentavam capturar os animais.
Triceratops de Jurassic Park
© Universal Pictures
Triceratops de Jurassic Park
© Universal Pictures
Várias vezes apareceu na mídia, como no desenho "The Land Before Time" (Em busca do Vale Encantado), onde é conhecido como o Tricórnio, pai de uma pequena fêmea de nome Saura, muito ranzinza e de grande personalidade. Em jogos de vídeo game baseados na franquia Jurassic Park também já deu as caras, além de Dino Crisis 2. Documentários sobre a era dos dinossauros também já usaram este "lagartão", como o produzido pelo Discovery Channel que se chama "When Dinosaurs Roamed America" (Quando os Dinossauros reinavam na América/Terra), onde no final é mostrado um bando destes dinossauros usando colares e chifres para espantar um jovem T.rex que tenta atacá-los.
No já citado "The Truth About the Killer Dinosaurs" ele aparece lutando com o T.rex e no "Prehistoric Park"(Parque Pré-histórico) com Nigel Marven, onde um exemplar da espécie apelidado de Theo é trazido à época atual para ser tratado no parque.
Theo, o Triceratops de Prehistoric Park
© ITV/Impossible PicturesTriceratops de A verdade sobre os Dinossauros Assassinos
© BBC

Fontes

6 comentários :

Henrique disse...

Oi, acho q vc deveria fazer mais textos sobre os animaes deste grupo.

Ikessauro disse...

Olá Henrique
Valew pela dica, vou fazer uma enquete de ceratopsianos na próxima semana.
Flw.

Lucas disse...

oi,seria legal vc postar sobre o centrossaurus

Lucas disse...

oi seria legal vc postar sobre o centrossaurus

lore disse...

Esses das li uma teoria meio estranha meio curiosa q diz + ou - isso:
O Tricratóps teria uma pele como a de 1 crocodilo e protopenas mais parecidas com espinhos, q usavas só 3 dedos para andar, e os outrosnão tocavam no chão, o q lhe daria muito mais velocidade, e q analisando sua boca e dentes diz q os " trikes" podiam ser parcialmente carnívoros por causa dos dentes garras e bicos, e narinas desenvolvidas(para farejar cadáveres?), e seria + parecido com um estelodonte.
Vc entende + de dinos do q eu; o q acha dessa teoria?

Patrick disse...

Oi Lore
Sim, por mais estranho que pereça é verdade. Novas pesquisas indicam que os ceratopsídeos tinham as protopenas em forma em inglês chamadas de "quill". Um Psittacosaurus foi achado com elas e surgiu a notícia que encontraram um Triceratops Mumificado e que realmente sua pele teria escudos osteodérmicos reforçados. As patas realmente apoiam-se em 3 dedos apenas como os terópodes e as dianteiras tinham as palmas viradas para dentro como nos terópodes.
Por último, acho que vc quis dizer Entelodonte, mas sim, muitos herbívoros complementam sua ideia o que os torna na verdade onívoros. Veja por exemplo uma iguana. Ela come frutas, folhas, mas de vez em quando come insetos e larvas. O lobo guará é carnívoro, mas em períodos de fome ele come fruta. É bem possível sim que tudo isso seja verdade e é apenas novidade, por isso soa estranho, como quando sugeriram penas nos terópodes. Vou pesquisar mais e postar sobre isso.