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sábado, 10 de outubro de 2009

Dinossauros no Gelo (Dinosaurs on Ice)

© National Geographic Channel

Você já imaginou que pode existir uma grande quantia de fósseis escondida debaixo das camadas de gelo do Alasca? Se não, agora está sabendo e olhe que não foram dinos pequenos ou sem graça, mas até herbívoros grandes surgiram em lugares que hoje são praticamente inabitáveis devido ao clima gelado. Confira neste documentário uma busca por dinossauros polares, as espécies encontradas nestes locais e ainda veja como comprar o DVD para ver este ótimo documentário exibido pelo National Geographic Channel.


O paleontologista autraliano Tom Rich decide ir ao ártico buscar dinossauros polares, mas isso não será uma tarefa fácil nem rápida, pois enfrentarão adversidades como o tipo de solo, clima extremamente frio e ainda um pouco de intrigas entre a equipe de pesquisadores que o acompanha.
O local escolhido é o barranco do grande Rio Coleville, no norte do Alasca, local já famoso por ser um bom sítio fossilífero, onde já havia sido achados outros dinossauros. Para achar os fósseis eles farão loucuras, como acampar ao ar livre em uma temperatura de 40º abaixo de zero, o que poderia causar hipotermia. Tempestades de neve e raposas com raiva são só alguns dos desafios a serem vencidos.
A ideia de Tom é fazer uma mina de dinossauros, ou seja, escavar a encosta do rio e fazer nela um túnel, igual aos de minas de carvão, ouro etc. Ele fez isso na Austrália certa vez e funcionou. Assim evitaria que avalanches de terra pudessem cair sobre eles ou sobre os fósseis escavados. Precisava encontrar um meio de abrir o túnel e dinamite é a única solução aparente, porém alguns integrantes da equipe não querem expor os ossos ao perigo de uma explosão. Diversas vezes os membros da equipe têm opiniões divergentes sobre o que fazer para extrair os ossos. Isso deixa Tom muito revoltado.
Após muito debater, conseguem abrir o buraco na parede, tudo durante o inverno, enquanto o solo está congelado e duro o suficiente para não ceder e acabar por desmoronar toda a mina. Suportes foram feitos e como o verão se aproxima, resolvem criar uma dupla porta isoladora, para impedir que o calor adentre na mina e derreta o solo congelado, provocando o desmoronamento de toda a terra do teto do túnel. Só no verão podem cavar ossos, pois o solo fica levemente menos duros e a escavação é mais fácil.
Ao voltar, a decepção toma conta de todos, pois a porta isolante falhou e a caverna está encharcada, repleta de água do rio. Felizmente o teto suportou congelado, permitindo que entrassem para escavar.

Enquanto isto, outro paleontólogo que já pesquisou ali naquele rio, também procura novos fósseis em um trecho do rio longe da equipe de Rich. Seu nome é Tony Fiorillo e ele escava na encosta do rio, onde encontra um crânio de Paquirrinossauro. Em um achado, conta Fiorillo, diversos esqueletos deste dino foram encontrados, sendo que os cientistas não sabem dizer como foram parar todos juntos. Acredita-se que uma enchente causou a morte e levou os corpos todos para o mesmo local.

Mas o mais importante de tudo, não é quem e como achou os dinossauros, mas sim as informações valiosas que os fósseis trazem. Não se sabia como sobreviveram os dinossauros em lugares provavelmente frios e de clima totalmente diferente do resto do mundo.
Sabe-se que naquele período o clima lá era menos gelado, mas em um lugar tão ao norte, já havia gelo durante o Cretáceo, pelo menos no inverno. Plantas fósseis provaram que o local era repleto de coníferas que serviam de alimento aos herbívoros, como o Hadrossauro e o Paquirrinossauro que lá viviam. A partir das análises dos fósseis de hadrossauros, adultos e filhotes, os paleontologistas perceberam que eles viviam no clima frio e não migravam durante o inverno, pois seria algo inviável a filhotes pequenos. Outra pergunta dos paleontologistas é como os dinossauros chegaram no ártico e porque ficaram lá. Além destas perguntas, outras dúvidas são postas à prova e os cientistas procuram solucionar cada uma da melhor forma possível.
Os dinossauros que aparecem no episódio, em computação gráfica, são apenas três:
  • Hadrossauro
  • Paquirrinossauro
  • Troodon
Diversas teorias são propostas para explicar como os dinossauros viviam no frio e na escuridão, entre estas a de que o Troodon, como principal predador local, usava a visão muitíssimo apurada, com olhos grandes e cérebro desenvolvido, o maior dentre os dinossauros se comparado ao tamanho do corpo. Os dinossauros lutam pela sobrevivência no ártico, sendo que eles eram tão incríveis quanto qualquer outro animal que viveu em clima mais quente ou até mais evoluídos, pois conseguiram adaptar-se ao clima frio e sobreviver a ele.

Tudo isto e muito mais você pode assistir neste documentário sobre os Dinossauros no Gelo, exibido pelo National Geographic Channel no Brasil.

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