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terça-feira, 5 de março de 2013

Resenha: Documentário Titanoboa - Monster Snake (2012)

© Smithsonian Channel
Você lembra da Titanoboa? Não? Pois ela foi uma gigantesca serpente que viveu na área onde hoje é a Colômbia, cerca de 60 milhões de anos atrás. Este animal era um monstro de 13 metros de comprimento e seu corpo teria mais de 1 metro de circunferência. Simplesmente a maior cobra já descoberta e devido ao achado ser tão impressionante logo o Smithsonian Institute financiou pesquisas e produziu ano passado um documentário mostrando como foi a descoberta. Esse documentário em questão é o que vou comentar aqui. Clique em "Leia Mais" e veja o resto da resenha.
Quero ser breve então vou direto ao ponto. Como você deve imaginar o documentário foca na descoberta, estudo e descrição da serpente, até sua revelação ao público. Não é um documentário como "Caminhando com Dinossauros" em que vemos apenas os animais com um narrador explicando sobre a cena. O filme "Titanoboa - Monster Snake" é interessante, porque mostra realmente onde e como foram encontrados os fósseis, quem encontrou e quando. Também permite ver como foi estimado o tamanho da cobra a partir das vértebras e fragmentos do crânio. 
Pesquisadores no campo estimando 
a posição da serpente quando morta
© Smithsonian Channel
Além disso, mostram parte do processo de produção de um modelo em tamanho real que posteriormente acabou ficando famoso na mídia, pois é um modelo muito realístico da cobra devorando um crocodilo.
O filme mostra também como os paleontólogos e especialistas em cobras atuais trabalharam em conjunto para entender como poderia ser a aparência e comportamento da Titanoboa, além de descobrir porque ela conseguiu crescer até chegar a um tamanho descomunal como esse.
O filme mostra alguns outros animais da fauna local, onde viveu a Titanoboa, também encontrados na mesma mina de Cerrejón. Plantas diversas comprovam como era a flora da época também, através de muitos fósseis de folhas preservados. Enfim, com este filme conseguimos ter uma ideia de como era o ecossistema onde habitou a Titanoboa.
Titanoboa atacando um crocodilo
© Smithsonian Channel
Os únicos pontos negativos que encontrei no filme são as já tradicionais repetições, ou seja, o filme mostra uma mesma cena umas 10 vezes, com uma narração levemente diferente e o pouco uso da computação gráfica. Geralmente nós amantes de animais pré-históricos gostamos de ver várias cenas dos animais interagindo como seriam em vida, no seu habitat natural, mas com variações de cena e um período de tempo mais longo. Porém neste documentário os produtores fizeram umas duas cenas apenas com a cobra em vida e ficaram repetindo pedacinhos dela ao longo do filme, para só mostrar a cena toda no final, mas com uma duração muito curta. 
De tanto ver as partes da cena durante o filme, quando chega a hora de ver a cena finalizada inteira já nem tem mais graça. É como se você assistisse uns 40 "Sneak Peeks" diferentes de um episódio de um seriado que você goste. Quando for assistir o episódio inteiro não será tão interessante pois você já viu quase tudo dividido em pequenos trechos.
Pesquisadores e Titanoboa
© Smithsonian Channel
Na minha opinião existem várias formas de se fazer um documentário bem feito e essa não é uma delas. Concordo que um documentário não se faz apenas com dinos correndo um atrás do outro, precisamos mesmo da informação mais técnica, também é interessante ver o trabalho de campo dos paleontólogos para ter uma ideia de como realmente é o processo de escavação e tudo mais. Porém isso tem de ser feito sem repetição. Acredito que se dividissem o filme em duas partes, primeiro a parte técnica, depois a parte mais gráfica, seria legal, ou até mesmo a parte gráfica antes e depois a explicação de onde isso surgiu. Mas essas interrupções intermináveis das cenas dos animais para botar paleontólogos e outros especialistas falando são chatíssimas, pelo menos pro meu gosto.
Fica cansativo ver o filme, que dura 1 hora e 30 minutos, quando as cenas mostradas são quase sempre as mesmas com uma narração que repete o tempo todo a mesma coisa. Seria muito melhor um documentário de 30 minutos bem feito do que um enorme longa cheio de embromação e "encheção de linguiça".
Detalhe do ataque
© Smithsonian Channel
Caminhando com Dinossauros fez isso certo, um narrador apenas e as cenas dos animais. Planet Dinosaur, da BBC, do ano passado também acertou, afinal, não há tanta repetição e a ciência é mostrada sem um monte de pessoas interrompendo as cenas dos animais interagindo. O que me desagrada é apenas a organização das cenas, a rápida alteração de imagens que impedem a real apreciação da cena. Você não consegue observar a cena com calma, é quase como se estivesse vendo o trailer de um filme, onde as imagens passam rapidamente de maneira proposital para impedir que o espectador veja mais do que deve e perca a vontade de ver o filme todo no cinema.
Enfim, como sempre, posso dar uma nota ao filme, de 1 a 10, que seria um 7, devido a essas falhas já manjadas, tradicionalmente vistas na maioria dos documentários do Discovery Channel, History Channel, National Geographic Channel e agora no do Smithsonian Channel. O ponto positivo disso tudo é que o pouco de computação gráfica que aparece no documentário é bem feito, os animais são bem texturizados e seus movimentos são suaves, bem realistas. Se você ficou curioso e quer ver o filme eu tenho duas notícias, uma boa e uma nem tanto.
A ruim é que o filme não foi lançado em DVD no Brasil, ou seja, para comprá-lo só em lojas estrangeiras, o que quer dizer que não há dublagem em português para o documentário. A notícia boa é que alguém publicou o filme completo no YouTube, que foi inclusive onde eu assisti. Devo antes de mais anda lembrar que o filme hospedado no YouTube está em inglês sem legendas em português, mas é uma boa oportunidade para você treinar seu inglês e aprender algo novo. Abaixo está o filme para que você possa ver na íntegra. Se não me engano acho que no YouTube também tem em espanhol. A qualidade não é das melhores, mas dá pro gasto.
Espero que tenha gostado desse artigo e possa dar uma força pro Ikessauro curtindo a página do Facebook e compartilhando as postagens da maneira que achar melhor. Não esqueça de comentar no blog, sua participação é muito importante!


Titanoboa - Monster Snake [Completo em inglês]
© Smithsonian Channel

4 comentários :

Igor H. R. Oliveira disse...

muito boa sua resenha Patrick, ah eu acho a Titanoboa incrível um dos mais intrigantes animais pré-históricos, tava vendo que o mais indivíduo encontrado pode ter um tamanho de até 15 metros de comprimento e 1 metro de diâmetro (isto é basicamente altura e largura) na parte mais grossa do corpo!

ARTHUR FILHO disse...

valeu(nao sei seu nome pois sou novo aqui no site)vc me ajudou muito eu tava procurando esse filme e nao achava em lugar nenhum Parabens!!! muito massa seu Blog!!

ARTHUR FILHO disse...

muito massa seu site Parabens!!!!

Patrick disse...

ARthur, obrigado. Meu nome é Patrick por sinal, sou o criador e único editor do site.

Abraço