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terça-feira, 3 de junho de 2014

Você sabia que alguns esqueletos de dinos expostos em museus são falsos?

Sue no Chicago Field Museum
© Steve Richmond
Se você ainda não sabia disso está precisando aprender um pouco mais sobre o processo de montagem de um dinossauro ou qualquer outro animal para exposição. Bem, quando o esqueleto é encontrado em algum local, é coletado por paleontólogos da maneira correta com muito cuidado e levado a uma instituição de pesquisa, como universidade ou museu. Lá, durante alguns anos, os paleontólogos preparam o fóssil (retiram o excesso de rocha) até que os ossos fiquem bem visíveis e depois fazem um estudo que é publicado em um periódico científico. Após isso ocorrer faz-se a divulgação do animal, como era sua aparência e dependendo do caso um esqueleto é montado para ficar exposto no museu. Mas nem sempre o esqueleto é real! Clique em "Leia Mais" e entenda porque isso acontece!
O mais comum é que o fóssil esteja incompleto, faltando partes para ser montado ou que seja frágil ou pesado demais para ficar montado, podendo ser danificado ou causar acidentes. Tomemos como exemplo o Tyrannosaurus apelidado de Sue, visto na imagem do começo deste post. É um esqueleto bem completo e pôde ser montado por contém a maior parte dos ossos, mas o crânio era pesado demais para ser colocado no esqueleto. Por isso o crânio real fica num display baixo no museu e o crânio do esqueleto montado é uma réplica.
Não se pode correr o risco de um visitante curioso derrubar ou quebrar um fóssil original raríssimo. Por isso os paleontólogos produzem cópias dos fósseis em gesso, resina ou fibra de vidro (os materiais mais usados).
 
 
Um molde é feito do osso original com borracha de silicone ou látex criando uma "fôrma", que depois é preenchida com o material de que a réplica será feita. O osso cópia é idêntico ao original, podendo ser pintado para ficar igual ao fóssil verdadeiro. É um processo semelhante ao que você faz em casa quando quer fazer gelo usando uma bandeja com o formato dos cubos. A diferença é que o formato da peça é diferente e a bandeja primeiro precisa ser feita antes de se produzir a réplica!
 
Quando um osso está faltando, um artista especializado é contratado para esculpir um osso substituto com base no que se sabe do esqueleto. Por exemplo, se falta a mão direita, basta esculpir uma mão com os mesmos detalhes da mão esquerda espelhados. 

Após a conclusão da replicação do esqueleto é criada uma armação de aço para suportar cada peça que é então parafusada, montando o animal nessa estrutura. Por isso, apesar de que os esqueletos nos museus são irados, nem sempre refletem a realidade do fóssil achado.
 
Quando o fóssil é pequeno o processo é mais simples, como no caso de placas, peças únicas que não requerem montagem. Por exemplo, o fóssil do Archaeopteryx de Berlim é um tesouro científico sem preço, portanto não poderia ficar exposto e deve ser mantido em local seguro, climatizado. Por isso o museu exibe uma réplica dele e o fóssil verdadeiro fica seguro em outro local longe das mãos do público e de possíveis acidentes ou desgaste natural.
 
Quando um museu quer exibir um animal do qual não possui o fóssil original é comum comprar de outra instituição uma réplica do animal ou trocar por uma que é produzida no próprio museu. Isso permite que museus no mundo todo tenham esqueletos montados de dinossauros que só foram encontrados em um único local, muitas vezes preservado como um único fóssil.

1 comentários :

Thiago de Paula Carvalho disse...

Imagino a possibilidade de se montar uma réplica usando uma impressora 3D... com certeza um modelo em miniatura, tipo os que vc anuncia as vezes, mas do esqueleto, deve ser absolutamente irado!!