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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dinossauros eram bem menos "gordinhos" do que se imagina

Bem, o título da postagem não esboça exatamente o ponto chave da questão, mas dá uma ideia do que se trata. Confira no restante da postagem o que os cientistas dizem e a opinião do "Ikessauro" nesta história.

Cientistas disseram em uma pesquisa que publicaram na revista da Sociedade Zoológica de Londres, chamada "Journal of Zoology", que o peso dos dinossauros calculados até agora estão incorretos e exagerados, porque as equações usadas para calcular o peso destes animais são antigas e não estão corretas.
Segundo Gary Packard, o diretor da pesquisa e membro da Universidade do Estado do Colorado - Estados Unidos, as mesmas equações tem sido usadas há 25 anos e ainda afirma que "o modelo estatístico é seriamente defeituoso" e leva os paleontologistas a errar no cálculo, chegando a um peso que seria o dobro do real. Assim, segundo Packard, um dinossauro que pesa 20 Toneladas de acordo com estas equações, na realidade pesaria somente 10 Toneladas. A pesquisa de Packard ainda afirma que principalmente os Saurópodes são alvo de estimativas incorretas, além de diversos outros animais extintos de grande porte.
Durante a realização da pesquisa, Packard adotou o método conhecido como "amostragem de referência", em que se analisa um referente, algo que sirva de modelo para o objeto de estudo real. Neste caso, foram usados 33 espécies de mamíferos quadrúpedes de diferentes tamanhos, variando entre roedores pequeninos de 47 gramas até ao grandalhão Elefante com 4 Toneladas.
A equipe de Gary Packard afirmou que os paleontologistas se baseiam em animais atuais para medir o peso dos dinossauros e que para concluir tal empreitada eles exageram nas medidas, exagero este que junto com um erro matemático afeta o resultado, tornando-o incoerente com o verdadeiro peso ou massa corporal do animal.

Bem, novamente eu (Patrick) vou "meter o nariz onde não sou chamado" como diria meu pai...
"Eu sou literalmente um obcecado em paleontologia, até demais e vivo acompanhando as novidades desta ciência tão intrigante. Acredito que, se por um lado esta pesquisa estiver correta, e não estou dizendo que está, vai tornar algumas espécies mais realistas ou digamos, mais plausíveis, pois é mais fácil de crer em um animal com peso menor...
Digo isto porque quando se fala ao público em geral (principalmente os que não gostam tanto do assunto) que tal animal pesava 80 toneladas, as pessoas ficam descrentes, acham ilusão ou que não passa de um animal mítico, quando se trata de algo provado, geralmente com fósseis bem completos, como o do Braquiossauro. Se reduzissem o peso do animal, a comunidade em geral talvez levasse a paleontologia mais a sério. Mas o objetivo é descobrir a verdade, então não podemos simplesmente mudar tudo só para agradar a maioria, mas sim investigar a fundo e chegar na conclusão mais plausível possível.
Por outro lado, uma redução do peso acabaria com diversos debates ou pelo menos mudaria o foco destes, como é o caso do T.rex, que afirmam ter sido lento e desajeitado demais para caçar e por isto era carniceiro. Com uma redução do peso, sua velocidade média aumentaria e poderia caçar tranquilamente, botando por terra a ideia de que comia só restos...

Bem, antes de mais nada, não leve a sério toda e qualquer notícia que ver pela frente, mesmo aqui no Blog do Ikessauro, afinal nem sempre estou correto. Digo isto porque este assunto é delicado e necessita de muita base teórica para ser discutido, e na ciência tudo pode ser revisto e alterado, ou seja, nenhuma verdade é absoluta! Então nada de sair por aí dizendo:

- "O peso dos dinos foi reduzido pela metade!!!"


Fonte


sábado, 20 de junho de 2009

Fóssil de Elefante extinto foi encontrado em Java

Fósseis do elefante extinto
© BBC

Java já teve elefantes em seu território, mas eles agora infelizmente estão extintos. Para nossa felicidade, seus fósseis foram preservados e encontrados, permitindo que nós estudemos seu modo de vida. Veja o restante da postagem, que conta sobre esta descoberta.

Há cinco anos um geólogo encontrou em Blora - Província de Java Central, um pedaço de um fóssil. Se tratava de parte de uma presa de um elefante extinto, e a estimativa do tamanho da presa seria de cerca de 2,5 metros.
Este ano veio à público a notícia de que um novo achado ocorreu, durante uma escavação alguns geólogos encontraram no mês de março, alguns fósseis em uma pedreira. A pedreira desmoronou e os ossos fossilizados ficaram à mostra na rocha, então os geólogos que trabalhavam perto do local naquela ocasião foram verificar e começaram a extração dos restos do animal. Alguns pesquisadores australianos da Universidade de Wollongong ajudaram no processo de escavação, até que o grande elefante foi removido da rocha e levado para Museu de Geologia da Indonésia em Bandung, na província de Java Ocidental.
O elefante teria cerca de 4 metros de altura e 5 de comprimento, chegando a pesar 10 toneladas. A idade do fóssil não foi determinada, mas os pesquisadores estimam que seja por volta de 200 mil anos.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um terópode herbívoro foi descoberto na China

Fóssil do Limusaurus
© James Clark
Desta vez a descoberta além de importante é diferente, pois o animal é um terópode herbívoro! Sim, isto mesmo, assim como o Therizinosaurus e ornitomimossaurídeos, este dinossauro é um terópode, porém comia plantas, mas é totalmente diferente do animal citado acima. Leia toda a postagem para saber mais sobre este novo dinossauro.

Ele é diferente, viveu há 155 milhões de anos e pertence ao grupo dos Ceratossauros, o mesmo a que pertencem os dinossauros carnívoros de crista ou chifre. O animal foi descoberto na Formação Shishugu, na bacia de Junggar, que se situa no oeste da China.
As rochas datadas do Jurássico preservaram o animal, que foi escavado pela equipe do paleontologista Xing Xu, e, nomeado de Limusaurus inextricabilis.
No entanto o que chamou a atenção dos pesquisadores não foi sua dieta, mas sim a forma de seus membros e dedos. Segundo os pesquisadores, os dedos dos dinossauros terópodes que mais se desenvolviam correspondem ao polegar, o indicador e o médio, enquanto que nas aves os dedos mais desenvolvidos são o indicador, o médio e o anular, pois formam as asas quando o animal está crescendo no ovo.
Veja como deve ter sido o Limusaurus
© Portia Sloan
Você deve estar se perguntando o que as aves tem a ver com o assunto e porque os dedos do dinossauro são tão importantes. Na verdade, a forma dos dedos do Limusaurus é diferente da maioria dos Terópodes, porque o que seria o polegar é muito reduzido, enquanto o indicador, o médio e o anular são bem desenvolvidos, como nas asas das aves. Isto reforça a ideia de que as aves descendem dos dinossauros e a suposição de que as asas não poderiam ter se desenvolvido a partir dos membros dos terópodes cai por terra.
Cabeça do Limusaurus
© Portia Sloan


O professor Xu do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e de Paleantropologia de Pequim acredita que este ceratossaurídeo pode ser uma espécie em estágio intermediário de evolução entre dinossauros e os primeiros pássaros.
Este dinossauro não era grande, media em média 1,7 metros de comprimento e tinha uma boca desdentada, além dos estranhos braços com poucos dedos e provavelmente tinha penas primitivas. Na verdade, ele teve 4 dedos, como todos os Ceratossauros, e, é por isto que foi inserido neste grupo, mas dois deles eram tão pequenos que mal eram notados.

Fonte


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tylosaurus

Tylosaurus em evidência no centro
© Fábio Pastori


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fósseis foram encontrados no Canal do Panamá

Mandíbula do Anchitherium
© AFP

Sabia que só fazendo uma reforma dá pra encontrar fósseis? Não? Mas dá sim. A prova é o achado que ocorreu na reforma do Canal do Panamá recentemente, como você pode ver lendo o restante da postagem.

Durante as obras de escavações no Canal do Panamá, os trabalhadores encontraram uma mandíbula de um cavalo extinto há 15 ou 18 milhões de anos. O fóssil da mandíbula contém diversos dentes, que permitiram reconhecer a espécie, o Anchitherium clarencei, um ancestral dos cavalos atuais, que adulto chegariam ao tamanho de um burro moderno, segundo o Curador de paleontologia de vertebrados do Museu de História Natural da Flórida em Gainesville, situado no sudeste dos Estados Unidos.
De acordo com o Instituto Smithsoniano de Pesquisas Tropicais, estes mamífero vivia em bosques. Antes imaginava-se que estes animais só habitavam a América do Norte, pois fósseis foram encontrados na Flórida, Nebraska e Dakota do sul.

Fonte

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Caminhando com as Bestas (2001)

Animais pré-históricos da série
© BBC

Esta postagem tem o objetivo de mostrar a você leitor o que é Caminhando com as Bestas (Walking with Beasts). Este é o título de um documentário da emissora britânica BBC, originalmente exibido no Reino Unido em Novembro de 2001, tendo como tema a vida e a evolução na era Cenozóica, que é depois da extinção dos dinossauros no final do Cretáceo. Só os períodos Paleoceno e Mioceno ficaram de fora do documentário, os demais períodos da era Cenozóica foram mostrados, com seus respectivos animais, na maioria mamíferos, em ambiente natural. Então clique para expandir a postagem e caminhe com as bestas!

Este documentário foi criado por Jasper James e produzido Nigel Peterson, Kate Bartlett. Como produtor executivo temos Tim Haines. Na América, o documentário foi exibido pelo Discovery Channel, além de ser renomeado para Caminhando com as Bestas Pré-históricas.

Capa do DVD da série
© BBC

Contendo 6 episódios de cerca de 30 minutos cada, o documentário é o maior, mais completo e talvez o único gravado até hoje a respeito de mamíferos pré-históricos no geral. Abaixo você confere um pequeno resumo de casa episódio e a lista de animais que aparecem, a época e local que retratam e o local onde foram feitas as gravações dos cenários/paisagens.

Episódio 1 - New Dawn (Novo Amanhecer)Época: Eoceno - cerca de 49 milhões de anos atrás;
Local retratado: Alemanha;
Gravado em: Java

Cerca de 16 milhões de anos depois da extinção dos dinossauros, a Alemanha está coberta por uma floresta tropical onde vivem diversos animais, a maioria mamíferos e aves. Um animal é tomado como centro das atenções no episódio, o Leptictidium, que parece um roedor, um rato ou gambá saltador com focinho afilado. Todo episódio tem um animal como "protagonista".
Neste caso, o episódio mostra a rotina do Leptictidium que vive na floresta próximo a um lago, cujo fundo está repleto de bolsas de dióxido de carbono, que é um gás tóxico. Este gás acumulou-se pela atividade vulcânica no local. O Gastornis, ave de 2 metros de altura, é o predador máximo em terra e na água o ancestral das baleias, chamado Ambulocetus, reina soberano. Pequenos ancestrais dos cavalos vivem ali, bem como primatas pequenos habitam as árvores. Ao fim do episódio tal gás escapa com um tremor de terra e mata a maior parte da vida local, porém alguns animais sobrevivem.
Os animais que aparecem neste episódio são:
  • Ambulocetus (mamífero)
  • Gastornis (ave)
  • Godinotia (mamífero)
  • Leptictidium (mamífero)
  • Propalaeotherium (mamífero)
  • Formicium (Inseto - identificada como Formiga Gigante)
  • Creodonte (mamífero - não identificado no episódio, provavelmente é um Mesonyx )
  • Tyrannosaurus (dinossauro - visto somente na introdução)
  • Ankylosaurus (dinossauro - visto somente na introdução)
  • Didelphodon (mamífero do Cretáceo - visto somente na introdução/abertura)
  • Tamanduá (mamífero - representado pelo animal real atual)
  • Sapo arborícola (representado pelo animal real atual)
  • Libélula (representado pelo animal real atual)
  • Gecko (representado pelo animal real atual)
  • Esquilo (representado pelo animal real atual)
  • Crocodilo (representado pelo animal real atual)
  • Cobra (representado pelo animal real atual)
  • Besouro (representado pelo animal real atual)
© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC

Época: Eoceno - cerca de 36 milhões de anos atrás;
Local retratado: Paquistão - Egito;
Gravado em: Flórida.

O centro das atenções neste episódio é uma fêmea de Basilosaurus, prestes a dar a luz e que está literalmente morrendo de fome. Este animal, um ancestral da baleia, foi confundido com um réptil pelos seus dentes enormes, por isto foi nomeado assim. Ela precisa comer logo , senão vai acabar abortando seu filhote e depois morrendo de fome, por isto se obriga a entrar em um mangue raso para caçar, arriscando a ficar encalhada. Na terra, o maior mamífero predador de todos os tempos procura comida, o Andrewsarchus, é um ancestral das ovelhas e bodes, porque parece um lobo gigante, mas na realidade tem até cascos. Outros animais aparecem, enquanto o Basilosaurus fêmea ainda está definhando sem comida. No fim do episódio, finalmente ela consegue comer, atacando alguns outros animais marinhos. Finalmente ela dá a luz e consegue voltar ao mar aberto com seu filhote recém nascido.
Os animais deste episódio são:
  • Dorudon (mamífero)
  • Basilosaurus (mamífero)
  • Moeritherium (mamífero)
  • Andrewsarchus (mamífero)
  • Apidium (mamífero)
  • Embolotherium (mamífero - idenficado como Brontotherium)
  • Physogaleus (peixe - identificado como um tubarão)
  • Caranguejo (Crustáceo - representado pelo animal real atual)
  • Tartaruga marinha (réptil - representado pelo animal real atual)
  • Arenque (peixe - representado pelo animal real atual)
© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC
Episódio 3 - Land of Giants (Terra de Gigantes)Época: Oligoceno - cerca de 25 milhões de anos atrás;
Local retratado: Mongólia;
Gravado em: México e Arizona.

Esse episódio é centrado no maior animal mamífero terrestre que já caminhou sobre o planeta Terra, pelo menos, o maior descoberto até hoje. Este grandalhão é o Indricotherium, um rinoceronte primitivo, sem chifres e que tem mais de 5 metros de altura. No episódio, os produtores retrataram uma fêmea dando a luz e então o foco passa a ser a vida do filhote. Sua luta pela sobrevivência nos cativa, dificuldades em aprender a se virar sozinho são nada perto da necessidade de proteção, frente à predadores famintos que vivem no mesmo local. Assim, aprendemos um pouco sobre a Mongólia naquele período, conhecendo diversos animais, que estão listados abaixo.
  • Hyaenodon (mamífero)
  • Chalicotherium (mamífero)
  • Cynodictis (mamífero)
  • Entelodon (mamífero)
  • Indricotherium (mamífero)
© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC

Episódio 4 - Next of Kin (Parente próximo)Época: Plioceno - cerca de 3,2 milhões de anos atrás;
Local retratado: Ethiopia;
Gravado em: África do Sul e no Grande Vale de Depressões, que vai da Síria à África ocidental.

Este episódio é baseado em um bando de Australopithecus que tentam sobreviver em meio à mudança climática e de ambiente, que está fazendo a maior parte das florestas fechadas sumir e dar lugar à planícies com poucas árvores. Os Australopithecus são primatas que começaram a caminhar em posição ereta, sobre somente duas pernas, para facilitar a localização e melhorar o campo de visão quando estavam nas campinas. Afinal, no campo aberto, precisavam ficar no solo e caminhar muito entre uma árvore e outra, a fim de trocar de lugar ou para conseguir comida, além de que a maior parte da vegetação era capim alto ou outra planta semelhante. Precisavam ficar em pé para ver por cima da vegetação e assim ficar atentos ao perigo. Acompanhamos o dia a dia dos nossos ancestrais durantes algum tempo, enquanto procuram comida, escapam de perigosos ataques de mamíferos herbívoros territorialistas ou de predadores. Diversos animais aparecem neste episódio, sendo que estão todos listados abaixo:
  • Ancylotherium(mamífero)
  • Australopithecus(mamífero)
  • Deinotherium(mamífero)
  • Dinofelis (mamífero)
  • Rinoceronte (mamífero - representado pelo animal real atual)
  • Abutre (ave- representado pelo animal real atual)
  • Chacal (mamífero- representado pelo animal real atual)
  • Javali (mamífero - representado pelo animal real atual)
  • Zebra (mamífero - representado pelo animal real atual)
© BBC© BBC© BBC© BBC

Episódio 4 - Saber- Tooth (Dente-de-Sabre)Época: Pleistoceno - cerca de 1 milhão de anos atrás;
Local retratado: Paraguay;
Gravado em: Brasil - Chapada dos Veadeiros;

O episódio chamado Dente-de-Sabre é focado justamente nos grandes felinos que viviam na América, que migraram da América do Norte para a do Sul e ali evoluíram para a maior forma deles. Outros animais viviam aqui, onde hoje moramos, entre eles o Macrauchenia, um ancestral do camelo que tinha uma pequena tromba, além das grandes preguiças gigantes e dos Doedicurus, mamíferos ancestrais dos tatus, que tinham grandes carapaças e cauda terminada em clava com espinhos. O episódio acompanha a rotina de um Smilodon macho, apelidado de "Half Tooth" (Meio Dente), devido ao fato de que uma presa dele está quebrada. Ele é desafiado por dois Smilodons mais jovens, dois irmãos, que numa luta conseguem derrotá-lo e expulsá-lo de seu território, matar seus filhotes e tornar-se machos dominantes do bando. Porém, num golpe de sorte de Half Tooth, um dos irmãos morre ao tentar enfrentar um Megatherium e numa luta "mano a mano" ele tem grandes chances, então volta, luta e recupera seu território.
© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC
Episódio 4 - Mammoth Journey (Jornada dos Mamutes)Época: Pleistoceno - cerca de 30 mil anos atrás;
Local retratado: Alpes Suíços e fundo do Mar do Norte;
Gravado em: Canadá.

Há 30 mil anos atrás, o Mar do Norte, que hoje separa as ilhas do Reino Unido da Europa, era uma enorme planície de gramíneas, um local seco porque o congelamento das calotas polares diminuiu o nível dos oceanos. É o fim da era do gelo, as planícies estão cheias de animais pastando, incluindo um bando de Mamutes Lanosos, alguns cervos e bisões da época e um clã dos nossos parentes, Homens de Cro-Magnon, também aproveitam o verão. O centro das atenções deste último episódio é o bando de Mamutes, que viajarão do Mar do Norte até os Alpes Suíços para passar o inverno, então retornando para as planícies na primavera.
Enquanto acompanhamos os mamutes, vemos dois Megaloceros, cervos enormes lutando com os chifres para decidir quem vai ser o macho dominante, porém eles são emboscados por Homens de Neanderthal, que consegue matar um dos animais para comer. Uma mãe e um filhote de Mamute se separam da manada, são perseguidos pelo Leão Europeu, feroz felino da época, mas sobrevivem e se juntam ao grupo.
Os Neanderthais foram clãs e um deles é mostrado procurando lenha, mas durante a tarefa é atacado por um Rinoceronte Lanoso, que o machuca, mas não o mata devido a sua constituição robusta. O clã de Neanderthais encurralam os Mamutes num penhasco, fazendo com que dois caiam para a morte e não possam assim resistir ao ataque. Esta técnica, de levá-los ao penhasco usando machados e tochas de fogo mostra a esperteza destes hominídeos.
O episódio termina no Museu Vitoriano, com vários fósseis expostos e uma frase de efeito do narrador: " Nós construímos museus para celebrar o passado, e gastamos décadas de nossas vidas estudando a vida pré-histórica. E se tudo isto nos ensinou alguma coisa, é isso: Nenhuma espécie dura para sempre".
  • Homem de Neanderthal (representados por humanos modernos/atores)
  • Homem de Cro-Magnon/Homem Moderno (representados por atores)
  • Megaloceros (mamífero)
  • Mamute Lanoso (mamífero)
  • Rinoceronte Lanoso (mamífero)
  • Leão Europeu (mamífero)
  • Bisão (mamífero - representado pelo animal real atual)
  • Antílope da Saiga (mamífero - representado pelo animal real atual)
  • Mosquito (inseto - representado pelo animal real atual)
  • Lobo (mamífero - representado pelo animal real atual)
© BBC© BBC© BBC© BBC© BBC


Estes seis episódios foram exibidos na TV, no entanto foram feitos mais dois episódios extras, tratando de temas específicos.
O primeiro é o chamado de "Triumph of the Beasts", que fala sobre a ascensão dos mamíferos na Terra. O Segundo é chamado "The Beasts Within" que nos conta mais sobre a evolução do homem a partir dos primatas, ou melhor, a busca dos cientistas pela ligação do homem com os primatas.
Não sei se foram exibidos na TV, mas o DVD com a série completa contém ambos os episódios, além de outros extras, como galeria de fotos, fichas dos animais e entrevistas com os produtores.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Stegoceras

Stegoceras como seria em vida
©
Edyta FelcynEsqueleto reconstruído do Stegoceras
© Frederik Spindler
Nome científico: Stegoceras validum, S. edmontoense (?).
Significado do Nome: Teto com Chifres.
Tamanho: cerca de 2.4 metros de comprimento e 1,5 metro de altura aproximadamente.
Peso: de 45 a 55 quilos.
Alimentação: Herbívora.
Período: Cretáceo Superior.
Local: América do Norte, Alberta - Canadá e Montana - Estados Unidos.

Veja onde viveu o Stegoceras
© Mapa modificado por Patrick Król Padilha
Veja quando viveu o Stegoceras
© Patrick Król Padilha

Este dinossauro, o primeiro paquicefalossauro descrito, é conhecido a partir de um esqueleto parcial bem preservado e cerca de uma dúzia de crânios parciais, encontrados em Alberta - Canadá e no estado de Montana - Estados Unidos. Seus fósseis foram encontrados nas formações do Grupo Judith River, como a Formação Judith River e Formação Fruitland em Montana, que datam do Cretáceo Superior, há cerca de 76 a 74 milhões de anos atrás. Há relatos de fósseis encontrados na Formação de San Juan Basin, no Novo México - Estados Unidos.
Foi nomeado por Lawrence Lambe, em 1918 e serviu como base para reconstrução de outros paquicefalossaurídeos devido à boa preservação do seu esqueleto, já que a maioria dos demais animais deste grupo tiveram apenas o crânio encontrado. O crânio estava incompleto, então Lambe imaginou que a parte grossa no topo fosse a base de um chifre quebrado e por isto descreveu o animal como um dinossauro de chifre, do grupo dos Ceratopsianos. Posteriormente, a partir de dentes, imaginou-se que fosse um estegossaurídeo. A confusão não parou por aí, pois durante algum tempo, principalmente entre 1920 e 1945, este herbívoro foi confundido com o pequeno terópode Troodon, e o melhor fóssil da espécie foi descrito por Charles Gilmore como Troodon, porque os dentes de ambas as espécies são extremamente semelhantes. Só depois de descobertas de novos espécimes é que se percebeu a diferença entre este dinossauro de cabeça grossa e os outros animais, desfazendo a confusão.
Hoje o Stegoceras está com a seguinte classificação, a partir da Ordem: Ornithischia > Cerapoda > Pachycephalosauria > Pachycephalosauridae > Stegoceras validum.

Existem outras espécies de Stegoceras, porém não estou certo da validade de cada uma, se são todos sinônimos ou espécimes juvenis de S. validum, que é a espécie Tipo, portanto abaixo listo os outros nomes disponíveis no site DinoData.
  • Stegoceras breve = provavelmente um espécime juvenil de S. validum;
  • Stegoceras edmontonense > conhecido também como Troodon edmontoense = espécime composto apenas por fragmentos de três crânios, é um paquicefalossaurídeo válido como Stegoceras;
  • Stegoceras browni > renomeado para Ornatotholus browni = sinônimo juvenil de S. validum;
O nome Stegoceras, que provém do Grego, Stego = Teto + Ceras = Chifres, significa "Teto com Chifres", nome escolhido para este dinossauro devido ao formato de seu crânio, que tinha cerca de 7 centímetros de grossura no topo, o que fez com que o pesquisador responsável imaginasse que era a base de um chifre quebrado, colocando este nome.
O Stegoceras não tem chifres, mas alguns pequenos calombos
© CM Studios

Crânio fossilizado de Stegoceras
© Wikimedia commons
Inicialmente se imaginava que os indivíduos machos da espécie Stegoceras, bem como de outras espécies de paquicefalossaurídeos, usavam o crânio grosso para lutar dando marradas, porém mais tarde foi sugerido que eles somente batessem os crânios contra o flanco do adversário, o que foi bem aceito devido à várias provas para tal comportamento.
Em primeiro lugar, a forma arredondada do topo do crânio poderia fazer com que a superfície de contato no baque fosse diminuída, o que poderia causar um acidente, pois ao bater os crânios, poderiam errar o ponto exato do baque ou os crânios podiam "escorregar" e atingir outras partes, como olhos, ombros, pescoço, machucando o concorrente, o que não seria intencional, já que as lutas seriam apenas para medir força e decidir o macho dominante.
Observe o crânio bem arredondado
© Felipe Alves Elias
Segundo, paquicefalossaurídeos não podiam alinhar cabeça, pescoço e corpo em uma linha horizontal perfeita, porque para isto seria necessário o uso de muita tensão muscular.
É mais provável que os paquicefalossaurídeos curvassem o pescoço em forma de "S" ou de "U", no entanto, o Stegoceras deve ter mantido uma curva mais suave, devido aos grossos e volumosos músculos do seu pescoço.
Uma das características usadas para reafirmar esta teoria, é a "grossura" ou melhor, largura do corpo dos paquicefalossaurídeos, que parecem ter sido largos e com musculatura rígida para proteger os órgãos internos durante as pancadas no flanco.
Stegoceras batendo no flanco do adversário
©
Matt Celeskey
Sabe-se que os crânios grossos e altos pertenciam aos machos adultos, enquanto fêmeas tinham crânios mais finos e baixos e os filhotes já possuíam crânio grosso, porém achatado e menor que o dos adultos. Tudo isto foi determinado após análise de vários crânios deste dinossauro, de indivíduos de diversas idades.
Quando encontraram o primeiro esqueleto parcial do Stegoceras, imaginaram que ele tinha gastrália, que são uma espécie de costelas na região abdominal, porém, algum tempo depois verificou-se que eram na verdade tendões ossificados, provavelmente usados para manter a cauda rija e dar maior estabilidade na locomoção.

Este animal era herbívoro, então devia alimentar-se de cicadáceas ou ginkgos, além de flores que floresciam pela primeira vez no Cretáceo.
Mas comida não deve ter sido a principal preocupação deste dinossauro, mas sim a segurança, afinal, a América do Norte no Cretáceo abrigava os grandes Terópodes tiranossaurídeos, como o Tyrannosaurus rex e o Albertosaurus, além de maniraptores.
Na mídia em geral o Stegoceras é pouco conhecido, dificilmente o vemos, filmes de dinossauros, os mais conhecidos pelo menos, nunca retrataram este dinossauro. Livros, só os específicos sobre dinossauros, coleções de revistas se encaixam no mesmo caso. Somente na coleção Dinossauros: Descubra os Gigantes do Mundo Pré-histórico, lançada pela Editora Globo em 1993 é que o Stegoceras serviu de tema para uma matéria da edição nº10, que pode ser baixada na íntegra, basta clicar aqui.
Só nos resta aguardar que em breve algum documentário ou filme retrate este animal, pois adoraríamos ver este cabeça grossa em ação.

Fontes


Lêmure gigante de Madagascar

Dentes e pedaço da mandíbula do Lemure exinto
© Live Science/Reprodução
A Ilha de Madagascar na costa da África é muito rica em "biodiversidade exclusiva", que só existe naquele lugar do mundo naturalmente. Lendo o restante da postagem, você vai conhecer um animal extinto endêmico de Madagascar e que deve ter sido incrível.

Cientistas que estudam a evolução sempre se encantaram com o processo evolutivo que ocorreu na ilha, por isto, sempre estão na espera de uma descoberta que ajude a compreender como os animais evoluíram de forma tão diferente.
No caso dos lêmures,haviam sido encontrados há mais de 100 anos, alguns fósseis de espécimes extintos, sendo estes nomeados de Palaeopropithecus ingens e Palaeopropithecus maximus, no entanto ainda são necessários mais achados. Esta semana, veio à público a descoberta de um subfóssil de um lêmure. O Subfóssil não é um fóssil propriamente dito, pois não atingiu o tempo e as mudanças necessárias para tornar-se um, porém, é uma parte de um ser vivo extinto que se preservou e começou o processo de fossilização. O novo espécime foi batizado de Palaeopropithecus kelyus, um lêmure gigante que pesava cerca de 35 quilos. O intrigante é que em tamanho, ele era menor que outros lêmures já descobertos, porém era mais pesado.
Foi na revista Comptes Rendus Palevol que o estudo foi divulgado, comprovando 20 anos de especulações sobre a existência deste animal, com disse Dominique Gommery, paleontólogo do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris.
Como as 71 espécies de Lêmures que vivem em Madagascar, este animal extinto deveria ser arborícola, ficando a maior parte do tempo sobre as árvores, indo de galho em galho usando os membros e ficando meio de cabeça para baixo.
Segundo o estudo dos dentes, o animal comia sementes e outros alimentos mais duros, além do convencional, que são folhas e frutos, dieta dos demais animais que parecem ter dentes mais frágeis e ser incapazes de comer coisas duras.
O fóssil estava situado no noroeste da ilha, entre as grandes baías e rios, o que pode indicar que o lêmure gigante ficava mais isolado dos demais primatas da ilha.

Fonte