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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009 se foi... E o Ikessauro ainda tá por aqui!

Olá galera
Hoje, véspera de ano novo, quase na hora de ir pra festinha esperar o ano que vem, resolvi fazer este post pra analisar o ano que passou! Clique para expandir a postagem e veja uma "mini retrospectiva" do Blog do Ikessauro e as expectativas para 2010.

É... 2009 foi bom pra mim pelo menos, mas isso não importa porque meu foco é o blog que você lê neste momento!
Em 2009 o blog melhorou, ganhou novas categorias de tema, sofreu uma reforma, pelo menos parcial e ganhou mais contribuintes!
Sim, temos aí o Gregory Ferreira de Curitiba, que contribuiu bastante mandando revistas escaneadas para eu postar pra você leitor poder baixar... recebi dicas e material de diversos leitores por e-mail e por comentários e são vários que se fosse citar todos demoraria um tempão. Por isso deixo a todos aqui somente um agradecimento, um obrigado sincero pela grande ajuda que prestaram a mim, pois edito o blog sozinho e por isso tenho muito trabalho.
O blog ganhou mais produtos à venda, perdeu alguns, como os incríveis modelos em resina que eram confeccionados por Ademar Pereira do Nascimento, todos com anatomia correta e a preços baixos. Infelizmente o Ademar não pôde continuar a produção, mas desejo a ele muita sorte e sucesso nos próximos projetos que tiver.
Fiz novas parcerias, conheci novos blogueiros, todos muito gente boa e isso é bom, permite a troca de experiências que cada um teve com seu(s) blog(s).
Elaborei a categoria Paleoarte no blog, para que esse ramo artístico que inclui desenho, pintura e escultura de animais extintos com base em dados científicos, para ressaltar a importância disso na cultura do país e incentivar as novas gerações a interessar-se pelo assunto, seja como hobby ou profissionalmente.
Infelizmente não postei nada, mas logo logo trarei boas postagens sobre paleoarte, se possível com a contribuição de artistas profissionais.
E assim foi-se 2009, chegou o mês de novembro, o blog completou mais um ano de funcionamento, estando agora com 2 anos de publicação! Eu, na pressa e correria das provas finais na universidade nem lembrei de postar comemorando o segundo ano do blog então fica aqui a lembrança. O natal passou e nada de postagens especiais não é? Pois é... o blogger deu uma pirada e tudo ficou fora do ar, impedindo o acesso a qualquer blog de domínio "blogspot.com" e ao painel de login também, fazendo com que muitos blogueiros do Brasil ficassem uns 4 dias sem postar nada! Por azar, fui afetado por este problema, mas agora tudo normalizou.
Agora, na véspera do ano novo, só posso desejar a todos um Feliz Natal atrasado e que tenham um 2010 maravilhoso, repleto de sentimentos bons e realizações pessoais e profissionais a todos, que o Blog do ikessauro continue firme neste ano que inicia, melhorando cada vez mais para alegria dos dinomaníacos (eu espero...)
Que todos nós possamos realizar sonhos e desejos, que tenhamos muita saúde, paz, alegria e se possível uma graninha no bolso também né, pois ninguém é de ferro!
Ao mundo, desejo mais conscientizeação em relação aos problemas ambientais, à desigualdade social e que certos sujeitos, que supostamente trabalham no Brasil em favor do povo, parem de esconder $$$$$$ em todo e qualquer compartimento de suas vestes enquanto a maior parte do Brasil passa necessidade!

Estes são os desejos do Blog do Ikessauro... de seu editor, a todos!

Espero que continuem curtindo o blog e me ajudando torná-lo cada vez mais interessante aos amantes da paleontologia!

Abração galera!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Baleia extinta encontrava comida fuçando no lodo do mar

Mammalodon comendo
© C. Buell
Uma extinta baleia anã parece ter comido de forma estranha, sugando pequenos animais do solo marinho com um focinho curto e sua língua, dizem especialistas. Pesquisadores dizem que o fóssil de 25 milhões de anos é de um animal aparentado com as baleias azuis dos dias de hoje, os maiores animais do planeta Terra. Clique para expandir a postagem e confira mais detalhes sobre esta estranha criatura pré-histórica.

Esse método usado pela baleia extinta deve ter sido um precursor do estilo de alimentação visto nas baleias modernas que usam um sistema de filtragem para comer.
Essas baleias engolem enormes quantidades de minúsculos animais marinhos usando uma espécie de conjunto de cerdas, que crescem no lugar dos dentes.

Mas voltando ao animal extinto, cujo artigo foi publicado no Zoological Journal of the Linnean Society, dizem os pesquisadores neste estudo que o bicho foi encontrado próximo de Torquay, em Victoria - Austrália e nomeado como Mammalodon colliveri.

Os mares da Austrália foram um verdadeiro berço para a evolução de uma grande variedade de pequenas e estranhas baleias que parecem ter vivido em diversos locais diz o Dr. Erich Fitzgerald do Museu de Victoria.

Esse animal, o Mammalodon, tinha ainda dentes pequeninos e não as cerdas vistas nas baleias atuais. Apesar do Mammalodon ter sido descoberto em 1932 e nomeado em 1939, não havia sido estudado profundamente de acordo com os dados do Museu de Victoria, onde os fósseis estão armazenados.
O autor do estudo, o já mencionado Dr. Erich, disse que sua análise do fóssil levou-o à conclusão de que o Mammalodon foi um animal que sugava a comida do meio da lama depositada no fundo do mar.

A ideia poderiam concordar com as observações de Darwin sobre a evolução das baleias em seu livro "A Origem das Espécies".
No livro, Darwin especulou que alguns dos ancestrais mais antigos das baleias modernas devem ter usado a sucção para se alimentar e que isso era um método primitivo que seria transformado na atual filtragem por cerdas das baleias enormes de hoje.
O tamanho do Mammalodon era de só 3 metros de comprimento, mas parece que o grupo evolucionário a que pertenceu era bem diversificado e originou a atual Baleia-Azul.
Mammalodon em vida
© C. Buell

E foi realmente uma baleia anã, mas pesquisas sugerem que seus ancestrais eram bem maiores. O Mammalodon pertence à mesma família que Janjucetus hunderi, cujos fósseis foram encontrados em rochas do período Oligoceno, datadas de 25 milhões de anos atrás na Austrália e parece que o sudeste deste país é o único lugar onde este grupo se desenvolveu.

Fonte

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Prehistoric Monsters Revealed - Monstros Pré-Históricos Revelados (2008)

© The History Channel

Em Monstros Pré-históricos Revelados, produzido pelo The History Channel com duração aproximada de 1 hora e 30 minutos, acompanhamos cientistas estudando os animais mais incríveis de todos os tempos, dentre estes terríveis peixes gigantes como o Dunkleosteus, grandes répteis marinhos como os Mosassauros e os temíveis dinossauros. Além destes aprendemos sobre insetos gigantes como a Arthropleura e o Meganeura, sobre os estranhos Pterossauros e aves gigantes predadoras, e sobre dinossauros bizarros entre tantas outras curiosidades dos mais incríveis "Monstros Pré-Históricos".

O documentário inicia com um breve explicação sobre o peixe gigante, de 9 metros de comprimento, chamado Dunkleosteus, que viveu no período Devoniano e que era o predador supremo dos mares daquela época. Ele era um peixe da linhagem dos Placodermos, peixes com a pele recoberta de placas ósseas, praticamente um "Anquilossauro" dos peixes.

Dunkleosteus
© The History Channel
Com base em apenas metade de seu corpo, a parte recoberta com as placas ósseas, os cientistas tentam deduzir como era o resto do animal, pois a parte traseira do corpo era frágil e desprotegida e assim era facilmente decomposta quando o peixe morria.
Ataque do Dunkleosteus
© The History Channel
Sobre o Dunkleosteus, o documentário explica como funcionava sua alimentação, como ele atacava as presas e tudo mais.
Peixe placodermo pequeno
© The History ChannelRaptor e Giganotossauro
© The History Channel

Logo depois passamos a ver outro assunto, explicado também pelos paleontólogos convidados para participar do documentário, que nos contam como um fóssil de crânio do réptil marinho Tylosaurus pode nos contar muito da sua vida e como um paleontólogo se parece com um detetive forense (aqueles iguais ao do CSI) quando estuda um animal extinto através de fóssil.
Muitas vezes fósseis apresentam marcas que denunciam a ocorrência de uma luta ou um "assassinato" entre aquele animal e outro qualquer e isso é interessante porque permite traçar um esboço do comportamento do animal.
Tilossauro comendo
© The History Channel
Tilossauro
© The History Channel

Com base em um crânio de Tilossauro esmagado e com marcas de dentes, provavelmente feitas durante uma luta, o cientista tenta imaginar como ocorreu a batalha e é isso que acompanhamos durante este trecho do documentário, vendo os dados exibidos pelo paleontólogo e a animação em computação gráfica de como deve ter sido a batalha entre os mestres dos oceanos do Cretáceo.
Therizinosaurus
© The History Channel
Logo depois disto partimos para os seres do período Carbonífero, seres que hoje existem, mas em tamanho muito diminuto. São estes os insetos e artrópodes, cujos antepassados do Carbonífero chegavam a medir mais de 1 metro, como a centopéia gigante chamada Arthropleura e a enorme libélula de 1 metro conhecida como Meganeura!
Therizinosaurus
© The History Channel
Aprendemos como e porque estes animais chegavam a este tamanho estupendo naquela época, que devido à abundância de oxigênio era favorável ao crescimento dos insetos que tinham comida de sobra e poucos ou nenhum predador.
O próximo "pedaço" do documentário é focado em dinossauros estranhos, como o debate sobre a evolução dos terópodes plumados, principalmente raptores e sobre como o enorme Giganotossauro viveu e porque cresceu tanto, assim como porque o Therizinossauro, o enorme terópode herbívoro, tinha garras tão grandes se não caçava. Pterossauros entram neste ponto do filme, com sua aparência, características físicas e capacidades de voar sendo debatidas com base em dados científicos e comparações com aves.
Quetzalcoatlus
© The History Channel
Com a ajuda de informações fornecidas pelos paleontólogos em seus depoimentos, opinião de um paleoartista e todas as evidências fósseis, aprendemos como viveram estes animais, porque uns tinham penas, porque outros tinham garras etc.
Giganotossauro
© The History Channel
Esqueleto do Giganotossauro
© The History Channel

Por fim uma breve abordagem de animais mais recentes, as "Aves do Terror" e o Doedicurus, o mamífero que parece um tatu gigante.
Ave do Terror
© The History Channel

Ambos viveram até cerca de 11 mil anos atrás e foram extintos juntos com o Smilodon, o Mamute entre outros membros da mega-fauna mamífera. Os cientistas debatem porque as aves do terror tinham cabeças tão grandes e cavidades num bico oco entre outros aspectos intrigantes, assim como a finalidade da forte carapaça do Doedicurus e a utilidade da clava óssea repleta de espetos na sua cauda.
Doedicurus
© The History Channel
Além de falar dos animais citados, durante as explicações aprendemos sobre diversos aspectos da pré-história, como a mudança e separação dos continentes e o clima da época, entre outros assuntos. É realmente um documentário interessante e deve ser visto por qualquer amante da paleontologia.
Fonte
  • Monstros Pré-históricos revelados em DVD

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sinornithosaurus millenii: o primeiro dinossauro venenoso?

Crânio do Sinornithosaurus: observe a parte oca acima dos dentes com sulcos
© National Academy of Sciences
Para a felicidade dos amantes de Jurassic Park com seu Dilophosaurus venenoso, cientistas finalmente descobriram traços que podem indicar a capacidade de injetar veneno nas presas. O animal é o pequeno terópode chinês Sinornithosaurus millenii. Para saber mais sobre a descoberta, acessem o texto completo expandindo a postagem e saiba quais as características que sugeriram aos pesquisadores que o dinossauro usava este tipo de vantagem contra presas e predadores.

Análises em seu crânio e na forma de seus dentes mostram que o animal tinha alguns dentes sulcados (tinham uma canaleta na sua lateral) igual ao que nota-se nas serpentes venosas atualmente e seu crânio tinha logo acima dos dentes sulcados, uma cavidade que pode ter servido para abrigar veneno.
Foi na última edição do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences que os cientistas publicaram a descoberta, com dados bem mais detalhados evidenciando tal teoria sobre o Sinornithosaurus, cujo nome significa "Lagarto Pássaro Chinês" e que viveu durante o período Cretáceo Superior, há aproximadamente 99,6 a 65,5 milhões de anos.
Os pesquisadores acreditam que outros dromaeossaurídeos, parentes do Deinonychus e Velociraptor, assim como outros dinos parecidos com aves, como o Sinornithosaurus, podem ter sido venenosos também.
Uma característica do Sinornitossauro que nos dá uma dica da sua possível capacidade de injetar veneno é que os dentes da frente são tão longos e parecidos com presas que parece que o animal é um "dino dentes de sabre", dizem os cientistas.

Observe os dentes longos do Sinornithosaurus
© Ville-Veikko Sinkkonen

O geologista da Northeastern University de Liaoning na China e sua equipe examinaram crânios de dinossauros armazenados no Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da China assim como os fósseis do Museu de História Natural de Dalian e no Museu de História Natural de Tianyu.
Observações com microscópio revelaram algo nada visto antes: o osso da parte de cima da mandíbula tem um espaço que pode ter abrigado a bolsa de veneno do animal, que unidos às características de dente oco igual à das cobras venenosas atuais, sugerem o modo de funcionamento do sistema injetor da peçonha.
Segundo os paleontólogos, o animal deve ter mordido a presa e a pressão dos músculos sobre a bolsa de toxina o faria ser espremido, o que provocaria a saída do veneno pela única válvula de escape disponível, que dá para o canal do dente. Como o dente estaria dentro da pele da presa, o líquido tóxico escorria pelo sulco e era automaticamente era injetado. A equipe suspeita que ele alimentava-se de pássaros ou pequenos animais, que ao serem mordidos entravam em choque, não morriam, mas ficavam em uma espécie de paralisia, para que assim o dinossauro usasse seus dentes traseiros mais curtos, grossos e afiados, adaptados para cortar, para destroçar a vítima.

ATUALIZAÇÃO: Novos estudos realizados no mesmo dinossauro nos últimos anos causam polêmica sobre a hipótese do estudo original. Uma equipe de pesquisadores liderada por Federico Gianechini, em 2010 resolveu conferir se realmente o bicho era venenoso. Estudaram o fóssil e afirmaram que não há provas conclusivas dele ter sido venenoso. Sobre os dentes serem sulcados, eles explicam que a maioria dos raptores apresenta esse traço, ou seja, se fosse só este traço a base da hipótese, então todo dinossauro raptor deveria ser venenoso. Eles acreditam que é apenas uma coincidência e que o sulco nos dentes não representa um canal para escorrer veneno. 
Além disso, falam que os dentes não eram tão longos para o tamanho do dinossaurinho, não estavam preservados na posição original e por isso parecem ainda mais longos que realmente eram. Os dentes teriam saído dos alvéolos (buraco no osso onde o dente fica encaixado) e a raiz estava aparecendo, dando a ilusão de serem mais compridos, como presas de inoculação. 
Por último, as cavidades que supostamente armazenavam as bolsas de veneno não puderam ser identificadas no crânio do dino na análise desses pesquisadores, o que levou-os a criticar e duvidar da teoria que o animal fosse peçonhento.
Embora a equipe do estudo original ainda sustentem sua posição, afirmando que mantém a opinião firme e que as evidências sugerem que o bicho fosse venenoso, a maioria da comunidade científica atualmente leva essa hipótese com uma pulga atrás da orelha, com muitas dúvidas sobre sua veracidade.
Eu sempre digo, que, em geral, é bom sempre duvidar de possíveis afirmações extraordinárias, pois elas requerem provas extraordinárias para lhes apoiar.

Fonte

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

First Apocalypse - O Primeiro Apocalipse: como os dinossauros morreram (2009)

© The History Channel
Há muitos anos os cientistas vem tentando encontrar uma resposta para a dúvida a respeito da extinção em massa do Cretáceo - Terciário e jamais se chegou a uma teoria cuja coerência seja perfeita e tenha aceitação unânime perante a comunidade científica. Mas teorias existem, diversas delas, cada uma carregando uma legião de adeptos. É sobre este assunto que o documentário de 1 hora e meia de duração do History Channel trata, um apanhado sobre as teorias da extinção que tem mais prestígio e relevância. O evento K-T foi um verdadeiro caos, uma catástrofe tão terrível de exterminou a maior parte da vida na Terra, foi um verdadeiro apocalipse! Para ver o resumo do documentário e algumas fotos, clique para expandir a postagem.

O documentário começa explicando e questionando a principal e mais aceita teoria da extinção dos dinossauros, que é a queda de um meteoro gigante no Golfo do México no final do período Cretáceo.

Dinossauros do final do Cretáceo
©
The History Channel

Analisando o tamanho do objeto, onde caiu e quais são seus efeitos, diversos pesquisadores de renome na paleontologia dão sua opinião a respeito da colisão, outros explicam o que ocorreu e alguns ainda nos mostram o que não pode ter acontecido, dando uma boa noção a nós de como foi a queda do meteoro, se é que realmente ocorreu.
Bando de Alamossauros
© The History Channel
Alguns dizem que não matou todos os dinossauros, que só matou algumas espécies e que o frio causado pela falta de sol não afetou tanto os dinossauros e que alguns dados estão faltando para tornar a teoria algo mais concreto, faltam provas fósseis e alguns ainda acreditam, especificamente R. Bakker, que os dinossauros parecem já estar mortos antes da queda do corpo celeste, que eles já haviam morrido e o meteoro caiu logo em seguida. Essas e outras ideias são abordadas na primeira parte, focada na queda do meteoro.
Bando de Alamossauros
© The History Channel
Mas se o meteoro não deu conta de exterminar os dinos, o que foi que fez com que todos, ou pelo menos a maior parte, fosse varrida do planeta Terra? No documentário, uma boa hipótese é apresentada, trazendo para a discussão a possibilidade de que as doenças acabaram com os dinossauros. Doenças transmitidas por insetos eram fatais, pois os dinos não conseguiam espantar os insetos que os picavam, devido ao fato de não terem membros ou cauda adaptada para isso, algo como os cavalos de hoje fazem com a cauda, espantando os mosquitos com abanadas da mesma.
© The History Channel

Sem uma cauda assim para espantar os mosquitos, os dinos eram alvos fáceis de picadas, concentradas perto dos olhos, narinas e boca, onde a pele deveria ser mais mole e fina e assim, os insetos transmitiam vírus e parasitas aos grandes répteis que logo contraíam doenças. Outro modo de contrair parasitas era pela comida, ou seja, supondo que um inseto, como uma barata, esteja com parasitas em seu corpo. Um dinossauro come a barata e fica infectado e assim passa a ser afetado pela doença que tal parasita aflige aos hospedeiros.
O Meteoro criou muitas ondas de choque que arrastava os dinossauros
© The History Channel

Se o dinossauro morre, sua carcaça servirá provavelmente de comida para outros animais, que automaticamente serão infectados ao comer a carne do animal doente.
Isso propagaria uma pandemia de certa doença que poderia matar muitos animais, mesmo grandes, como os Saurópodes. Outro fator que pode ter desencadeado surtos de doenças é a baixa do nível do mar, que mudou a geografia do planeta, expondo faixas de terra antes submersas e que então se tornaram pontes de migração, permitindo aos dinossauros, por exemplo, da América do Sul, migrar até a América do Norte. Os animais chegavam em novos ecossitemas levando suas doenças e parasitas, aos quais já estavam acostumados, porém chegando lá, passavam as doenças aos habitantes daquele lugar e se contaminavam com as doenças dos mesmos. Como nenhuma das populações estava acostumada com as novas doenças, sofriam e morriam facilmente, porque seu sistema imunológico estava despreparado para o novo tipo de enfermidade que surgia.
Dinossauro bico de pato sofrendo com a doença
©
The History Channel

Assim imaginam alguns pesquisadores, que minúsculas criaturas, como os vírus e parasitas, podem ter dizimado milhares de dinossauros, mas ninguém tem como provar isto totalmente e por isso alguns trazem outras teorias sobre a extinção para que complementem o que falta nas teorias antigas.
Uma nova hipótese é a de que um intenso vulcanismo onde hoje é a Índia começou a jogar lava em enormes quantidades para fora da terra e simultaneamente expelia gases com alto nível de toxidade, que matavam animais que ali viviam e ainda provocavam chuvas ácidas, morte de plantas e o bloqueio da luz do sol. Para piorar, acredita-se que a erupção não era rápida, durou milênios, com pequenos intervalos em calmaria, nos quais a vida se recompunha, parcialmente pelo menos, até que nova erupção destruía tudo.
Triceratops
© The History Channel

Um cientista propôs que outra causa para a extinção pode estar fora da Terra, no espaço, e que seria uma espécie de cinturão de meteoros, situados na borda do nosso sistema solar e que a cada 26 milhões de anos causaria uma extinção em massa no planeta com os impactos de alguns dos meteoros que bombardeariam nosso globo. Mas isso não foi comprovado e ainda é uma teoria muito vaga, assim como a teoria de que a explosão de uma estrela grande, como ou maior que o nosso sol, que ao ficar sem combustível para queimar, explode formando uma supernova, que jogaria contra a Terra uma energia capaz de destruir parte da atmosfera e a camada de ozônio, expondo a biosfera aos efeitos nocivos da radiação solar, que cegaria animais e causaria queimaduras, tumores entre outros tipos de doenças e ferimentos.
Triceratops
© The History Channel
Muitos cientistas acham que a teoria da supernova é bem improvável, que a chance de isso ocorrer é muito remota e que é mais provável que a extinção foi causada por uma combinação de fatores, como a mudança climática e a deriva continental, que eram acompanhadas pelas erupções da Índia e que isso causava a dispersão de doenças, pois como dito, surgiam pontes de terra entre continentes, permitindo a migração. Justify Full
O T.rex viu a extinção de perto
© The History Channel

A partir disso a Terra já estaria condenada a perder a maior parte da sua biodiversidade, mas que a coisa ficaria ainda pior com a queda do meteoro em Yucatán e que isso seria a gota d'água no copo que já estava transbordando, dando início ao primeiro apocalipse!
© The History Channel

Fonte
  • DVD O Primeiro Apocalispe

The Baby Mammoth - O Bebê Mamute (2007)

Bando de Mamutes
© Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro
Acho que muitos lembram que há alguns dias postei sobre o documentário "Acordando o bebê Mamute" (Waking the Baby Mammoth), do National Geographic Channel aqui no blog, contando a história do filhote de Mamute praticamente inteiro encontrado na Sibéria. No final do documentário, o nativo que achou o filhote na tundra está no museu olhando outro Mamute bem completo, não tão bom quanto Lyuba, a fêmea que ele havia achado, mas muito bom. O paleontólogo conta que ele foi achado em 2004 e agora eu posso postar sobre o achado deste filhote, ou melhor, sobre o documentário produzido pelo Discovery Channel sobre o achado deste filhote de 2004. O nome do documentário do Discovery é bem parecido, chama-se "The Baby Mammoth" e o tema central é o achado do filhote de Mamute também na Sibéria. Para saber como foi a descoberta lendo o resumo do filme, clique para expandir a postagem e confira diversas fotos também.

Era o fim de 2004 e na Sibéria, em uma mina de ouro da cidade de Yakutsk, um minerador trabalhava com a escavadeira quando algo estranho surgiu no solo e despertou sua curiosidade, o que o fez parar na hora para ver de que se tratava.
Ao descer da máquina ele percebeu que desenterrara um animal fossilizado, mas não eram ossos quaisquer, mas sim um filhote de Mamute quase completo, contendo toda a cabeça preservada e parte do corpo, ainda com pele e outros tecidos moles.

O Fóssil do bebê Mamute
© Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro
Os cientistas foram chamados e imediatamente o fóssil foi transportado para exames em laboratórios e museus. Foram feitas tomografias computadorizadas e análises manuais em uma autópsia do animalzinho, conduzida por especialistas em Mamutes do mundo todo e por um cientista especialista em análises de DNA, que tentaria coletar material e procurar neste algum material genético ainda preservado que pudesse permitir a reconstrução do DNA do animal.
Tom, o cientista do DNA, até imaginou como seria o bebê Mamute, e quase acertou, apenas fez um conceito dele um pouco alto demais e muito orelhudo, como vemos na imagem abaixo. Mas não é nada fácil imaginar um animal com 100% de precisão, uma vez que faltavam as pernas dele e toda a parte de trás do corpo, além de que a escavadeira danificou parte do crânio dele.
Tom e o Mamute bebê como ele havia imaginado
© Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro

Mas logo o paleontólogo corrigiu o Mamute, diminuindo um pouco a altura e o tamanho das orelhas e pronto, temos na tela a concepção bem fiel de um Mamute filhote em vida. No documentário os cientistas buscam imaginar como era a Sibéria na época dos Mamutes e quais animais viviam ali, como era o ambiente em geral.
Casal de Mamutes
© Discovery Channel/Screenshot by IkessauroObservando seu mundo
© Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro

O paleontólogo busca explicar como era o Mamute e quais diferenças ele tem em relação aos Elefantes atuais e como viviam nas espetes Siberianas há 40.000 anos, durante a Era Glacial e com quais animais partilhavam o ecossistema.
Paleontólogo mostra a diferença entre a cabeça do Mamute e do Elefante
©
Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro
Análises de DNA no solo em busca de vestígios de genes animais ali impregnados podem ajudar a determinar se existiam ali espécies diversas ou apenas uma pequena variedade. Sabe-se que ali viviam cervos, rinocerontes lanosos e bois almiscarados, dos quais a maioria das espécies foi extinta, somente os bois almiscarados ainda existem e cervos, porém espécies diferentes da que existiram naquele período.
O Bebê Mamute é intromedido: invadiu o laboratório
©
Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro
A partir de análises do bebê Mamute foi possível determinar que ele teria cerca de 7 meses de vida e ainda não comia plantas, vivia só do leite materno e ainda as análises em seu DNA revelaram que era um macho.
A mamãe Mamute próximo ao lago
©
Discovery Channel/Screenshot by Ikessauro

Ao fim da pesquisa os cientistas tem uma visão melhor de como eram e como viviam os Mamutes Lanosos da Sibéria, mas ainda há uma etapa importante a ser concluída, que é o término do processo que resultará no genoma seqüenciado, retirado do DNA do Mamute, o que nos aparelhos do laboratório de Tom levará cerca de 6 meses (atualmente, ano de 2009, tal tarefa já acabou faz tempo).

Fontes
  • DVD O Bebê Mamute


domingo, 13 de dezembro de 2009

Tawa hallae: o novo terópode indica que os dinos surgiram na América do Sul

© Jorge Gonzalez

Pesquisadores encontraram no estado americano do Novo México um novo dinossauro terópode, muito antigo e que pode ajudar na compreensão da origem e evolução dos dinossauros. Clique para expandir a postagem e leia a matéria completa.

O fóssil do dinossauro, que recebeu o nome de Tawa hallae, foi encontrado em rochas do período Triássico em um sítio no Novo México - Estados Unidos e parece ter características em comum com o Herrerassauro, outro terópode antigo, porém natural da América do Sul.
Foi na década de 1960 que o Herrerassauro foi descoberto e até hoje é considerado como um dos primeiros dinossauros a surgir na Terra, mas o Tawa recentemente descoberto com outros dois esqueletos de animais diferentes, viveu quase na mesma época, há cerca de 214 milhões de anos.
O Tawa é parecido com o animal sul-americano, principalmente na região pélvica, onde existem muitas semelhanças entre os ossos de sua bacia e a os da do Herrerassauro, mas também possui características diferentes, como ossos mais leves, com sacos de ar ao longo da coluna, uma característica dos Terópodes verdadeiros e que não aparece no dino argentino.
Segundo Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas, não era possível determinar com precisão se traços comuns dos dinossauros terópodes se desenvolveram de maneira independente ou se estas já existiam em animais de um mesmo grupo, que evoluíram mantendo tais aspectos até tornar-se dinossauros. Mas agora, essa tão intrigante pergunta a respeito da evolução dos dinos já está um pouco mais clara, pois as comparações entre o novo terópode e o Herrerassauro, com dados já conhecidos a respeito da evolução dos terópodes permite supor que os dinossauros surgiram na América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo, ainda no período Triássico, época em que todos os continentes estavam unidos em forma do super-continente Pangéia.
O Tawa não era grandão, media apenas 70 centímetros de altura e 2 metros de comprimento, mas naquele período isso já era bem vantajoso, e permitiu que o Tawa fosse bem sucedido, perpetuando as características que no período Jurássico caracterizariam os terópodes verdadeiros, como grandes mandíbulas, dentes entre outros aspectos.
O pesquisador afirma que o novo dinossauro é um animal, um fóssil que preenche uma lacuna morfológica, ou seja, mostra o que existia e como era a aparência de animais em determinado período de tempo. É como se a história evolutiva no planeta Terra fosse um álbum de figurinhas e cada fóssil é o equivalente a uma figura da coleção. À medida que se encontra uma figurinha a coleção fica mais completa e mais lógica, plausível e interessante! O Tawa é a figurinha que faltava para explicar a evolução dos terópodes e seu surgimento, além é claro da dispersão e diversificação deles no globo.
Não se sabe porque, mas acreditam os pesquisadores que os dinossauros migraram da área da Pangéia que corresponde à atual América do Sul, para a área correspondente à América do Norte, mas somente os terópodes adaptaram - se ao clima de lá e evoluíram prosperamente.

Fonte

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

The Link - O Elo: descobrindo nosso mais antigo ancestral (2009)

© The History Channel

Este documentário foi produzido pelo The History Channel este ano, com base na pesquisa elaborada sobre o fóssil apelidado de Ida (se desejar, veja a notícia publicada aqui), cujo nome científico é Darwinius masillae. O primata estava sendo considerado um ancestral do ser humano e por isso o documentário foi intitulado como "The Link" (O Elo), mas alguns pesquisadores dizem agora que o animal é apenas um lêmure. Bem, leia o resumo abaixo, veja fotos e se necessário veja o documentário para tirar suas próprias conclusões. Basta expandir a postagem para ver o texto completo.

Jorn Horum, um paleontólogo da Universidade de Oslo na Noruega, foi à Alemanha para procurar fósseis interessantes na tradicional feira de minerais e fósseis que lá ocorre anualmente.
Logo foi convidado por um estranho para tomar um café e na hora já percebeu que não era algo comum, sabia que o estranho teria algo interessante para oferecer a ele. Na feira, os fósseis realmente bons, bem conservados ou raros, não são mostrados, mas sim vendidos clandestinamente em reuniões particulares com paleontólogos e colecionadores milionários.

O fóssil de Ida
© The History Channel
O desconhecido conta a Horum que tem um fóssil bem interessante à venda e agendam um encontro para ver o espécime. Jorn vai preparado, gravando a reunião e o fóssil, para registrar o primeiro encontro que terá com a peça e para ter como provar a existência do mesmo, caso precise mostrar a alguém.
O fóssil de Ida
© The History Channel

À primeira vista, Jorn já percebe o quão incrível e raro deve ser aquele fóssil, aparentemente um mamífero, primata, preservado impecavelmente em uma placa de rocha que foi inserida em uma chapa de material sintético que protege o fóssil de maneira incrível.
O vendedor dá o preço, mais de 1 milhão de dólares, o que é uma fortuna considerável, a qual Jorn Horum não tem, mas precisará conseguir se quiser levar o fóssil para estudo. Porém, primeiro ele precisa avaliar a veracidade, autenticidade da peça e faz isso analisando o interior do osso por meio de radiografias, pois pode-se alterar o exterior do osso para fazer este parecer diferente, mas a sua estrutura interna é inalterável, cada tipo de osso tem uma estrutura específica no interior.
Jorn Horum no Museu de História Natural
© The History Channel

Depois de constatar que o fóssil é realmente autêntico, Horum levou 6 meses para arrecadar fundos e efetuar a compra do material, mas conseguiu, ainda bem, pois caso contrário a peça poderia ficar na coleção particular de um colecionador por muito tempo e o mundo não saberia da existência desta magnífica peça. Na realidade este fóssil já ficou no anonimato por tempo demais, porque o seu descobridor, encontrou-o na Alemanha, em um local conhecido como Messel Pits (Os Poços de Messel), na década de 1980 e o levou para casa, onde fez todo o processo de preservação do animal com a resina sintética para mantê-lo em sua coleção por anos, como se fosse uma obra de arte natural, que ele via todo dia, mas ninguém no mundo sabia que existia.
Agora o fóssil acabou indo parar no mercado negro de fósseis e para a sorte da paleontologia o sortudo paleontólogo norueguês estava no local e hora certa para receber a oferta de compra e conseguiu assim, resgatá-lo, a altos custos é verdade, mas conseguiu.
Ele logo percebeu que aquele animal era incrivelmente antigo e bem preservado, mais que 95% de seu corpo se conservou na rocha, e que a tarefa de estudá-lo teria que ser muito bem elaborada, por profissionais competentes. Assim, ele que não é especialista em primatas, resolveu chamar uma "equipe dos sonhos", composta só pelos melhores e mais renomados paleontólogos da área e assim convidou Holly Smith, uma paleontóloga especialista em antropologia dentária da Universidade de Michigan, Jens Lorenz Franzen, um especialista em primatas antigos, Philip Gingerich, especialista no estudo de mamíferos do Eoceno e na busca de elos entre mamíferos antigos e modernos. Posteriormente Jorg Habersetzer, do Instituto de Pesquisa Senckenberg se juntou ao grupo e assim a pesquisa foi realizada, em total sigilo, sem que ninguém além deles soubessem do que se tratava a pesquisa, que durou cerca de dois anos.
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Análises do corpo levaram os cientistas a definir o animal como um lêmure antigo, com idade estimada em 47 milhões de anos atrás, período Eoceno e ainda Jorn conseguiu analisar o sexo do animal, que pela falta de um osso chamado báculo, acabou sendo definido como uma fêmea.
De acordo com estudos dos dentes realizados pela Drª Holly Smith, o animal comia folhas e frutos, complementando a dieta talvez com insetos e também descobriu-se a idade do bicho pela análise dentária, idade esta estimada em apenas 6 meses de vida.

Com base na idade do lêmure, os estudos foram se aprofundando e Jorn acabou apelidando o animal de Ida, o nome de sua filha, com a aprovação da equipe, pois é como se esta primata não fosse mais bebê, mas nem adulta, o que em humanos equivaleria às idades entre 6 e 12 anos.
Análises do conteúdo do estômago, que também foi preservado, mostraram resquícios de plantas e sementes e estudos na anatomia resultaram na concepção da locomoção do animal e no modo como morreu. No Eoceno, havia atividade vulcânica grande naquela região e Messel Pits era um grande lago, muito fundo, surgido em uma cratera formada de explosões de magma, ou seja, uma espécie de vulcão e este ecossistema abrigava diversos animais.
Formação do Poço de Messel © The History ChannelCobra encontrada em Messel Pits: um exemplo da fauna local
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Estudando o pulso de Ida, notou-se que ela deve ter fraturado o mesmo e ao crescer, este ficou defeituoso. Os paleontólogos afirmam que provavelmente Ida foi beber água no lago e devido a concentração alta de um tipo de gás ela acabou perdendo a consciência e caiu no lago, onde afogou-se e seu corpo ficou sepultado, por 47 milhões de anos. Como o lago era muito fundo, pouco havia de oxigênio nas partes mais baixas e por isso as bactérias não atuaram, decompondo o corpo, que ficou excepcionalmente bem preservado.
No fim, surgiu a hipótese de que Ida é na verdade um primata ancestral do homem, dos chimpanzés e gorilas, o que seria ótimo para explicar a evolução da nossa própria espécie.

Fonte

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ardipithecus: Descobrindo Ardi (2009)

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Este é um longo documentário do Discovery Channel a respeito do nosso ancestral denominado Ardipithecus ramidus, que recentemente ganhou grande reconhecimento na mídia e passou a ser conhecido pelo apelido "Ardi". Este primata foi descoberto há muitos anos, em 1992-1993, em um local na Etiópia, por uma equipe liderada pelo paleontólogo Tim White e foi nomeado em 1994, em uma publicação da revista científica Nature, porém os fósseis conhecidos eram apenas alguns poucos dentes e não havia expectativa de encontrar algo mais completo, tanto quanto o esqueleto de Lucy, o Australopithecus afarensis que era considerado o ancestral do homem mais antigo já descoberto. Para saber mais sobre a história de Ardi, como é contada no documentário, clique para expandir a postagem e leia o texto completo, acompanhando algumas imagens também!

No filme do Discovery Channel nós aprendemos, como já descrito antes, quando, como, onde e por quem foi descoberto o Ardipithecus e quais eram as expectativas de se encontrar um fóssil bem completo deste animal. Sabia-se que era antigo, que era um primata, mas não havia nenhuma hipótese nem teoria detalhada sobre o animal devido à falta de material.

No filme, vemos que Lucy por algum tempo era considerada um fóssil transicional entre hominídeo e símio, mas posteriormente notaram que era um mamífero bípede, o que a definiria como um hominídeo. As origens da postura bípede novamente voltavam a ser um mistério e não havia um outro exemplar mais antigo de primata que pudesse esclarecer tudo.
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Tim White e sua equipe haviam ido à Etiópia, no Vale do Médio Awash, a leste do rio, porém nada encontraram que pudesse ser vestígio de hominídeos, somente plantas e outros animais. No entanto, nativos da região entraram em conflito com outros povos locais e os pesquisadores acabam mudando o local de escavação, para o lado oeste do rio, onde desta vez, no dia 17 de dezembro, finalmente encontram um vestígio de hominídeo, que nada mais era do que um dente molar. A partir daí, outra expedição foi feita no mesmo local e novos fósseis foram surgindo, porém com dificuldade, mas os poucos dentes serviram para nomear a espécie no artigo na revista Nature, como mencionado.
Em 1994, Tim retorna ao Médio Awash com a equipe para procurar mais, sendo que após incansável procura um dos membros do grupo encontra um ossinho da mão de um hominídeo, o que reflete a raridade dos ossos deste tipo de animal, pois estes eram mais inteligentes que os demais e raramente morriam em locais favoráveis à fossilização e quando morriam, logo eram devorados por predadores, carniceiros.
No dia seguinte, novos ossos surgem, incluindo da perna, mas devido à composição do solo e suas características, o fóssil era muitíssimo frágil, e precisou ser fixado com produtos químicos parecidos com cola, que fixa o osso, impedindo que se quebre facilmente.

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Porém alguns dias depois chuvas torrenciais impedem que os paleontólogos continuem a busca, mas depois que esta acaba e o solo seca um pouco, a escavação recomeça. Ao todo foram 15 anos escavando os ossos, que no fim resultou em um conjunto de 90 ossos, dentre os quais estavam a pélvis, ossos do tornozelo, do pé, a base do crânio, mandíbula inferior, braços e pernas, tudo incompleto e bem frágil, necessitando de extremo cuidado.
Ao fim da coleta, o material que havia sido acumulado era excelente para os padrões de fósseis de hominídeos, porém ainda faltava o principal para determinar a aparência do animal, o crânio. Não demorou muito e os sortudos cientistas encontraram diversos fragmentos cranianos do mesmo indivíduo do qual haviam recuperado os demais ossos. Agora sim eles tinham em mãos uma coleção de peças que poderia dar uma noção de como era o animal, mas ainda precisavam saber a idade exata.
Os fósseis não tinham a composição química necessária para a datação, então foram usadas rochas formadas de cinzas vulcânicas, das camadas de cima e de baixo da camada onde estavam os ossos e a idade aproximada foi estimada em 4,4 milhões de anos atrás, bem mais antigo que o fóssil de Lucy.
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A partir do estudo da dentição e análises por tomografia computadorizada de alta tecnologia, realizada no Japão, além de pesquisas no resto dos ossos, foi possível determinar que o exemplar era uma fêmea, jovem, porém já adulta, de cérebro pequeno e postura bípede, mas que ainda tinha traços primitivos, como polegares pequenos nas mãos e um dedão preênsil em cada pé para agarrar galhos de árvores, como em macacos. Mas não tinha costume de andar apoiada nos nós (juntas) dos dedos da mão, como gorilas e chimpanzés atuais. Analisando a fauna e flora do local onde Ardi viveu, os cientistas afirmam que ali não existiam planícies vastas, mas sim uma floresta densa e assim derrubaram algumas teorias da origem da postura bípede.
Com todos os dados, um renomado paleoartista especializado em hominídeos foi convidado para retratar Ardi, tanto seu esqueleto, musculatura e uma versão com pele, ainda inédita.
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Com este trabalho finalizado, o último passo foi dado pela equipe do Discovery Channel, que usando todos os dados e ilustrações, elaborou uma animação do animal em 3D em seu ambiente natural, unindo arte e ciência.
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Fontes